- Zayed National Museum (Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos) tem 123 metros de altura, seis galerias que percorrem 300 mil anos de história e conecta à costa pelo Al Masar Garden; projeto de Norman Foster, com torres de aço inspiradas nas asas de um falcão que ajudam na ventilação natural.
- Science & Technology Museum (Shenzhen, China) assinado pelo escritório Zaha Hadid Architects; apresentado como uma “nave espacial” que abraça a cidade, fachada de cerca de noventa e cinco mil painéis de aço inoxidável e foco em desempenho ambiental.
- Xuelei Fragrance Museum (Guangzhou, China) dedicado à perfumaria; oito volumes cilíndricos de tijolo vermelho, roughly 300 estações olfativas e um jardim na cobertura, proporcionando experiência sensorial.
- MoN Takanawa: The Museum of Narratives (Tóquio, Japão) ocupa 29 mil m² no terreno da primeira linha férrea; projeto de Kengo Kuma com estrutura leve e fachada em espiral que abriga mais de 200 espécies de plantas.
- Lost Shtetl Museum (Šeduva, Lituânia) memorial às comunidades judaicas; conjunto de casas independentes que reproduzem capítulos da narrativa expositiva, assinado por Rainer Mahlamäki em parceria com Enea Landscape Architecture.
O Prix Versailles divulgou a lista dos museus que se destacam em 2026 pela arquitetura, narrativa e inovação. A seleção reúne projetos que dialogam com o entorno urbano e a sustentabilidade, segundo o júri internacional. A divulgação aponta novidades em várias geografias.
Entre os destaques, o prêmio enfatiza obras que mesclam uso de materiais, performance ambiental e experiência sensorial, mantendo o foco na função cultural e educativa. A cerimônia de anúncio ocorreu recentemente, trazendo nomes de diferentes continentes para o ranking.
O conjunto de obras demonstra como museus recentes buscam reinterpretar o papel público da cultura, com fachadas que convidam o visitante e estruturas que favorecem a ventilação natural, iluminação natural e integração com o espaço externo.
Zayed National Museum (Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos)
Com 123 m de altura, o edifício abriga seis galerias que percorrem 300 mil anos de história. A construção se conecta à costa por meio do Al Masar Garden. O museu homenageia Sheikh Zayed bin Sultan Al Nahyan e foi assinado por Norman Foster.
A arquitetura destaca cinco torres de aço que lembram as asas de um falcão. Além do impacto visual, as torres funcionam como sistema de ventilação natural. O espaço permanente abrange uma linha do tempo que dialoga deserto, cidade e mar.
O projeto cria uma leitura simbólica do território, unindo legado histórico e linguagem contemporânea. A estrutura revela uma relação entre monumentalidade e eficiência ambiental, em um marco do Saadiyat Cultural District.
Science & Technology Museum (Shenzhen, China)
Desenhado pelo escritório Zaha Hadid Architects, o museu se apresenta como uma nave espacial que abraça a cidade. O projeto prioriza desempenho ambiental, com fachada de 95 mil painéis de aço inoxidável.
A obra é concebida para a Greater Bay Area, uma região com grande densidade populacional. A edificação se abre em terraços voltados ao parque, com galerias que se estendem ao exterior para ampliar a experiência.
O museu integra tecnologia e ecologia, buscando reduzir impactos energéticos. A forma curva e o conjunto de fachadas moduladas constroem um degradê que acompanha a luz ao longo do dia.
Xuelei Fragrance Museum (Guangzhou, China)
Dedicado à perfumaria, o museu é considerado o maior do tema. O conjunto traz oito volumes cilíndricos de tijolo vermelho que evocam processos de destilação.
No interior, cerca de 300 estações olfativas proporcionam uma experiência imersiva. A narrativa acompanha desde rituais antigos até tecnologias atuais, com um jardim de cobertura.
O design privilegia a experiência sensorial como linguagem arquitetônica. O edifício combina leitura histórica com inovação em aroma e ciência, elevando a prática olfativa a um espaço expositivo.
MoN Takanawa: The Museum of Narratives (Tóquio, Japão)
Situado no terreno da primeira linha ferroviária do Japão, o MoN Takanawa ocupa 29 mil m². O museu funciona como hub cultural que conecta arte, tecnologia e educação.
Projetado por Kengo Kuma, utiliza madeira, vidro e vegetação. A fachada em espiral abriga mais de 200 espécies de plantas, dissolvendo os limites entre interior e exterior.
O percurso imersivo propõe uma leitura contemporânea da cidade, combinando elementos de cultura e ciência em uma pauta educativa para públicos variados.
Lost Shtetl Museum (Šeduva, Lituânia)
Organizado como um conjunto de casas independentes, o museu traduz a estrutura de uma vila judaica. Os volumes apresentam capítulos da narrativa expositiva.
Mais do que um museu, o projeto funciona como memorial às comunidades judaicas da região, dizimadas durante o Holocausto. A arquitetura foi assinada por Rainer Mahlamäki, em colaboração com Enea Landscape Architecture.
O conjunto integra telhados dinâmicos a um parque memorial adjacente, buscando harmonizar memória, paisagem e experiência educativa para visitantes.
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