- A Organização Mundial da Saúde afirmou que o risco de disseminação do hantavírus para a população geral continua baixo após suspeita de surto a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, entre Argentina e Cabo Verde.
- Ao menos um caso foi confirmado por exames, outros seguem em análise, e três pessoas morreram: um homem de 70 anos, sua esposa de 69 anos e uma terceira pessoa não identificada.
- O hantavírus é transmitido principalmente por roedores silvestres e pode causar hantavirose; no Brasil, a forma mais comum é a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus.
- A principal forma de transmissão é pela inalação de partículas de urina, fezes ou saliva de roedores infectados; a transmissão entre pessoas é rara.
- Não há tratamento específico; o manejo é com medidas de suporte e diagnóstico precoce; prevenção envolve evitar contato com roedores e seus resíduos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta segunda-feira que o risco de disseminação do hantavírus para a população em geral é baixo, após suspeita de surto a bordo de um cruzeiro no Oceano Atlântico. O MV Hondius fazia uma rota entre Argentina e Cabo Verde. Pelo menos um caso foi confirmado por exames, com outros em análise.
Três pessoas morreram relacionadas ao episódio: um homem de 70 anos que faleceu no navio, a esposa dele, de 69, que também adoeceu a bordo e faleceu após transferência para Joanesburgo, e uma terceira vítima cuja identidade não foi divulgada. A OMS confirmou o andamento dos exames.
A OMS afirma que não há necessidade de pânico ou restrições de viagem. Hans Kluge, diretor regional da organização para a Europa, reiterou o posicionamento de baixo risco para o público em geral. A investigação continua para confirmar todos os casos.
O que é hantavírus
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores silvestres e pode causar hantavirose, doença que afeta pulmões e coração. No Brasil, a forma mais comum é a SCPH, que pode variar de quadros leves a graves.
Como ocorre a transmissão
A principal via de contágio é a inalação de partículas de urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Contato com mucosas, mordidas de roedores e, em casos raros, transmissão entre pessoas também são possíveis.
Sintomas e diagnóstico
Infecções costumam iniciar com febre, dor de cabeça e dores no corpo. Em casos graves, há falta de ar, respiração acelerada e tosse seca. O período de incubação varia de 1 a 5 semanas, dependendo da exposição.
Tratamento e prevenção
Não há tratamento específico; o manejo é de suporte conforme a gravidade. A prevenção foca na redução do contato com roedores, armazenamento seguro de alimentos, limpeza sem levantar poeira e uso de proteção em áreas de risco.
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