- Estudo publicado em 29 de abril na revista Nature indica que, quando bem alimentadas, células T de defesa apresentam vantagens metabólicas que fortalecem a resposta imune a infecções.
- Pesquisa da Universidade de Pittsburgh acompanhou 31 voluntários, coletando sangue antes da primeira refeição e cerca de seis horas depois para observar o desempenho das células T.
- Após as refeições, as células T absorvem melhor açúcares e nutrientes essenciais, tornando a ativação mais eficiente diante de agentes infecciosos.
- Em camundongos alimentados, as células T se multiplicaram rapidamente e houve maior proteção contra infecções, com efeitos positivos também na memória das células T.
- Resultados apontam potenciais aplicações em tratamentos como imunoterapia contra o câncer e sugerem que o estado nutricional pode influenciar a eficácia de vacinas e terapias imunológicas, com mais pesquisas planejadas sobre tipos de dieta e nutrientes.
Em estudo publicado no dia 29 de abril, pesquisadores da Universidade de Pittsburgh analisaram como a alimentação influencia a resposta das células T, glóbulos brancos que combatem vírus, bactérias e tumores. A pesquisa aponta que refeições impactam o metabolismo dessas células.
Os voluntários saudáveis tiveram amostras de sangue antes da primeira refeição do dia e cerca de seis horas depois, quando já podiam se alimentar. A partir das análises, ficou claro que as células T absorvem melhor açúcares e nutrientes após a alimentação, aumentando a energia necessária para ativação.
Segundo os autores, as células T alimentadas tendem a responder de forma mais eficiente aos agentes infecciosos. Em testes com camundongos, resultados semelhantes foram observados: maior multiplicação de células T e proteção reforçada contra infecções.
A pesquisa destacou ainda impacto potencial em terapias, como a imunoterapia contra o câncer. Em experimentos, células usadas nesse tratamento apresentaram maior atividade quando coletadas após alimentação, sugerindo influência do estado nutricional.
Entre os desdobramentos, os cientistas pretendem investigar tipos de dieta ou nutrientes específicos que intensifiquem o efeito. A meta é entender como a alimentação pode fortalecer vacinas, terapias imunológicas e a defesa do organismo contra infecções.
A equipe ressalta que não se trata de ideia de que jejum prejudica a defesa imune, mas sim de que uma alimentação adequada potencializa o desempenho das células T. Estudos adicionais vão confirmar a extensão dessa relação.
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