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Estudo aponta que insegurança prejudica QI e saúde mental de pré-adolescentes

Percepção de insegurança em pré-adolescentes está ligada a menor desempenho cognitivo, maior ansiedade e alterações na amígdala, mesmo sem risco real

Quando o cérebro percebe uma ameaça, ele prioriza automaticamente a vigilância e a proteção em detrimento de outras funções
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  • Estudo publicado na Developmental Cognitive Neuroscience analisou quase 12 mil pré-adolescentes nos EUA, entre 9–10 e 11–12 anos.
  • A pesquisa associou a percepção subjetiva de insegurança a pior desempenho cognitivo e a mais sintomas de ansiedade e depressão.
  • A amígdala (região envolvida no processamento de emoções) apresentou maior volume entre quem se sentiu mais seguro, indicando relação entre percepção de ambiente e estrutura cerebral.
  • Os autores destacam que a relação observada é de correlação, não de causalidade, e fatores como renda familiar e ambiente doméstico também influenciam os resultados.
  • Recomenda-se manter rotinas estruturadas e reduzir exposição a notícias violentas para minimizar ansiedade e proteger o desenvolvimento na pré-adolescência.

O estudo, publicado na revista Developmental Cognitive Neuroscience, avaliou quase 12 mil pré-adolescentes nos Estados Unidos. Foram usadas entrevistas, testes cognitivos e ressonância magnética em dois momentos: com 9 a 10 anos e com 11 a 12 anos. O objetivo foi entender como a percepção de segurança influencia a saúde mental e o cérebro.

Os resultados apontam que jovens que se sentem mais inseguros apresentam pior desempenho em tarefas cognitivas e maior incidência de ansiedade e depressão. A pesquisa também mostra que o cérebro reage à percepção de ameaça, mesmo sem risco real no ambiente.

Em termos de método, os participantes passaram por avaliações de funcionamento cognitivo e exames de imagem para observar mudanças estruturais. Os dados indicam associações entre percepção de segurança e alterações no processamento emocional, sem estabelecer causalidade direta.

Percepção de segurança e estrutura cerebral

A análise sugere que a sensação de insegurança está relacionada a mudanças na amígdala, região ligada às emoções. Jovens com maior sensação de segurança apresentaram maior volume dessa região, associada ao manejo emocional.

A equipe alerta que o efeito observado envolve apenas correlações. Fatores como renda familiar e ambiente doméstico também influem nos resultados, não comprovando causalidade única.

Implicações e recomendações

Especialistas destacam a importância de considerar a subjetividade na saúde mental de pré-adolescentes. Estratégias como rotinas estáveis e redução da exposição a conteúdos violentos podem ajudar a reduzir a ansiedade e favorecer o aprendizado.

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