- A prática de atividade física na menopausa ajuda a equilibrar os hormônios, elevando a liberação de GH e, com treinos intensos, a testosterona, o que contribui para manter massa magra e força.
- O hormônio do crescimento, produzido pela hipófise, atua na regeneração celular, no ganho de massa muscular e na queima de gordura, mas sua produção cai após os 40 anos; o exercício funciona como gatilho para manter essas respostas.
- Os treinos fortalecem a musculatura e activam a via de síntese proteica pela proteína mTOR, promovendo construção muscular e preservação da funcionalidade ao longo do tempo.
- Os efeitos do exercício continuam após a atividade, com o consumo de oxigênio em excesso pós-exercício (EPOC) mantendo o metabolismo elevado e ajudando a manter o equilíbrio hormonal.
- Sobre tratamentos para obesidade, canetas emagrecedoras podem acelerar a perda de peso, mas sem treino de força há risco de redução de massa muscular, o que compromete metabolismo, força e densidade óssea; a atividade física é essencial para balancear o processo.
O exercício físico na menopausa atua como alavanca para o equilíbrio hormonal e a manutenção da massa muscular. A prática constante impõe estímulos ao corpo, promovendo adaptações que ajudam a reduzir os impactos da oscilação hormonal.
Especialista aponta que o treino intensifica a liberação do hormônio do crescimento, essencial para regeneração celular, ganho de massa muscular e queima de gordura. A produção do GH diminui com a idade, marcando maior queda após os 40 anos.
A testosterona, em níveis adequados ao sexo feminino, também é estimulada pelos treinos, contribuindo para força, disposição e preservação da massa magra. Esses efeitos ajudam a manter o equilíbrio entre estrogênio e progesterona, alterados pela menopausa.
Atenção à perda muscular
O uso de canetas emagrecedoras na obesidade adiciona variáveis ao cenário da menopausa. Sem treino de força, pode haver perda de massa magra além da gordura, o que prejudica metabolismo, força e saúde óssea.
Segundo a especialista, os medicamentos reduzem gordura, mas não preservam músculo. O treino de força e estímulos adequados são cruciais para manter massa magra durante o processo de perda de peso.
Mecanismos do exercício e efeitos duradouros
O treino ativa a proteína mTOR, ligada à síntese proteica e ao desenvolvimento muscular, iniciando-se a partir de microlesões do esforço. O organismo se adapta, fortalecendo a estrutura corporal.
Além disso, o EPOC — gasto energético acelerado após o treino — prolonga o efeito metabólico e facilita o ajuste hormonal. A adaptação favorece autonomia, função muscular e densidade óssea.
A menopausa não precisa ser encarada como perda inevitável. Com estímulo adequado e orientação, é possível atravessar essa fase com maior estabilidade, qualidade de vida e controle sobre as mudanças hormonais.
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