- Três mortes e quatro infecções a bordo do cruzeiro MV Hondius, ancorado próximo a Cabo Verde, com transmissão possivelmente entre passageiros.
- A Organização Mundial da Saúde informou sete casos da hantavírus no navio: dois confirmados em laboratório e cinco suspeitos; o barco partiu de Ushuaia, na Argentina, em março, com expedição pela Antártida.
- O navio transportava cerca de cento e cinquenta passageiros, com passagens entre oitenta e oito mil reais e cento e trinta e nove mil reais; há suspeita de transmissão entre pessoas a bordo.
- O hantavírus é transmitido principalmente por roedores silvestres, através de urina, fezes e saliva; a inalação de aerossóis contaminados é o principal mecanismo de infecção.
- No Brasil, foram registrados dois mil seiscentos sessenta e seis casos entre 1993 e 2024, com quinhentas e quarenta mortes; a maioria ocorre na zona rural.
O hantavírus, transmitido por roedores silvestres, provocou três mortes e quatro infecções a bordo de um cruzeiro no Atlântico, conforme informações da OMS. O navio MV Hondius iniciou a expedição perto de Ushuaia, na Argentina, em março, com paradas em ilhas remotas. A organização considera provável transmissão entre passageiros.
O cruzeiro transportava cerca de 150 passageiros, com maioria de britânicos, americanos e espanhóis. Os relatos apontam que os casos surgiram durante a viagem de observed flight e observação de aves, na rota rumo à Antártida e ao Atlântico Sul. A OMS confirmou dois casos em laboratório e identificou cinco suspeitos.
A hipótese principal é de transmissão entre pessoas a bordo, em contatos próximos entre quem compartilhou cabines. A cepa associada seria Andes, típica de áreas da América do Sul. A propagação entre viajantes é incomum, mas já foi registrada em surtos anteriores da mesma cepa.
No Brasil, o hantavírus já é registrado há décadas: 2.377 casos entre 1993 e 2024, com 540 mortes, segundo o Ministério da Saúde. A maioria ocorre em zonas rurais, respondendo por cerca de 70% dos registros. Em 2025 foram notificados 28 casos; em 2026, quatro meses já somam seis.
Os primeiros sintomas aparecem de três a cinco dias após a contaminação, parecendo gripe. Febre alta, dores, náuseas e vômitos aparecem precocemente, dificultando o diagnóstico precoce em ambientes urbanos.
A fase grave, com falência respiratória, pode ocorrer entre 4 e 24 horas após o início de tosse e dificuldade respiratória. Complicações incluem edema pulmonar, hipotensão e taquicardia, com necessidade de UTI e suporte ventilatório. Não há tratamento específico.
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