- Três pessoas morreram e outras quatro foram infectadas após surto suspeito de hantavírus a bordo de um cruzeiro ancorado perto da África Ocidental.
- A Organização Mundial da Saúde avalia que o caso pode representar uma rara transmissão do vírus entre humanos.
- O hantavírus é uma família de vírus com roedores como reservatório; a transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas aerolizadas de urina, fezes e saliva desses animais.
- Não existem antivirais, vacinas ou imunoglobulinas específicas; o tratamento é baseado em suporte de vida em unidade de terapia intensiva, incluindo ventilação mecânica ou diálise quando necessário.
- A transmissão entre humanos é muito rara, mas pode ocorrer; a prevenção envolve evitar locais infestados por ratos e isolar casos suspeitos para monitorar contatos.
Três pessoas morreram e outras quatro foram infectadas após um surto suspeito de hantavírus a atingir um navio de cruzeiro ancorado próximo à África Ocidental. A Organização Mundial da Saúde avalia que o caso pode representar uma rara transmissão do vírus entre humanos.
A CNN Brasil ouviu o infectologista Alexandre Naime, da Unesp, para esclarecer o hantavírus, como ele se transmite e por que não há vacina ou antiviral disponível.
O hantavírus é uma família de vírus com reservatório natural em animais, principalmente roedores. A transmissão ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas aerolizadas de urina, fezes e saliva de roedores.
Segundo Naime, os sintomas iniciais incluem febre, dor no corpo e fraqueza, podendo evoluir para falência respiratória, renal e cardíaca. A gravidade varia bastante, com letalidade estimada entre 50% e 80%.
Não existem medicamentos antivirais, vacinas ou imunoglobulinas específicas contra o hantavírus. O tratamento é estritamente de suporte, com manejo em UTI, ventilação mecânica e diálise quando necessário.
A transmissão entre humanos continua sendo descrita como extremamente rara, mas possível com contato próximo com secreções de uma pessoa infectada. Naime recomenda evitar ambientes infestados por roedores sem preparo para descontaminação.
Em situações como o surto no cruzeiro, o infectologista orienta isolamento de pacientes suspeitos e monitoramento de contatos, para identificar infecções de modo precoce e evitar novas transmissões.
Entre na conversa da comunidade