- Pesquisadores da Universidade de São Paulo desenvolveram protetor solar usando resíduos de lúpulo da produção de cerveja artesanal.
- Os resíduos são extraídos com álcool etílico, secos e incorporados a 10% no protetor solar já com dois filtros UV.
- Em testes, o FPS do produto aumentou de 53 para 178, conforme equipamentos de referência internacional.
- O lúpulo utilizado apresentou melhor desempenho do que o lúpulo não utilizado, embora o mecanismo ainda não esteja claro.
- A pesquisa aponta que esse resíduo pode ampliar a proteção solar e reduzir impacto ambiental.
Nosso resíduo pode ser cosmético: uma equipe da Universidade de São Paulo revelou que o lúpulo descartado na produção de cerveja pode virar protetor solar. A descoberta envolve uso de resíduos industriais como matéria-prima.
Os pesquisadores retiraram compostos do lúpulo artesanal por meio de álcool e secagem, incorporando 10% do extrato em um protetor solar padrão com dois filtros UV. Em seguida, avaliaram a capacidade de bloqueio com equipamentos de referência internacional.
Os testes mostraram aumento do SPF, de 53 para 178 em laboratório. O desempenho foi maior com o lúpulo residual do que com o mesmo ingrediente não utilizado, embora o mecanismo por trás disso ainda precise de explicação.
O resíduo de lúpulo, gerado em grande escala, pode ampliar a proteção solar de forma sustentável. Os resultados refletem apenas estudos laboratoriais, ainda sem indicação de produto comercial ou aprovação regulatória.
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