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Novo tratamento para câncer de endométrio mostra potencial de cura

Tratamento com dostarlimabe em combinação com quimioterapia: 72,8% de sobrevida global em quatro anos, redução de 66% no risco de progressão

novo tratamento mostra potencial de cura; entenda
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  • Em estudo de fase III RUBY, dostarlimabe combinado à quimioterapia mostrou sobrevida global de 4 anos de 72,8% em câncer de endométrio primário avançado ou recorrente, versus 40,3% com quimioterapia isolada.
  • Houve redução de 66% no risco de progressão ou morte com a combinação em comparação à quimioterapia sozinha.
  • O acompanhamento prolongado confirmou benefício de sobrevida livre de progressão ao longo de quatro anos, com a curva permanecendo estável após um platô inicial.
  • Cerca de 30% das pacientes apresentam deficiência de reparo de DNA (dMMR), grupo que tende a responder à imunoterapia; resultados sugerem potencial de cura para algumas pacientes.
  • Não foram identificados novos sinais de segurança; os eventos adversos mais comuns foram alopecia, fadiga, náusea, neuropatia periférica e artralgia.

O estudo RUBY, fase 3, avaliou dostarlimabe em combinação com quimioterapia como tratamento de primeira linha para câncer de endométrio avançado ou recidivado. A apresentação ocorreu durante a SGO 2026, em San Juan, Porto Rico. O objetivo foi verificar sobrevida global e controle da doença ao longo de quatro anos. O estudo é o mais longo já feito nessa linha terapêutica.

Entre as pacientes tratadas, 72,8% estavam vivas após quatro anos com a combinação dostarlimabe+quimioterapia, vs 40,3% com quimioterapia isolada. Houve redução de 66% no risco de progressão ou morte em relação ao regime apenas com quimioterapia. O câncer de endométrio é o sexto mais incidente entre mulheres no Brasil.

A pesquisa mostrou benefício de sobrevida livre de progressão mantido ao longo dos quatro anos, com curva estável após um período de queda inicial. Em dois anos e meio desde a última análise, apenas quatro casos de progressão ocorreram no grupo com dostarlimabe, indicando controle duradouro da doença.

Dados do estudo e implicações

Acesso ao tratamento foi acompanhado por cerca de 30% das pacientes com deficiência de reparo de DNA (dMMR), grupo que tende a responder bem à imunoterapia. O padrão de tratamento inicial ainda é a quimioterapia, mas os resultados sugerem mudança no cenário para atender pacientes com maior potencial de resposta.

Especialistas destacam que o benefício de sobrevida global é clinicamente relevante e estatisticamente significativo, com controle duradouro da doença. A equipe da GSK ressalta o papel da imunoterapia em combinação com quimioterapia como avanço para esse grupo de pacientes.

Não foram identificados novos sinais de segurança em longo prazo. As eventuais adverse events mais comuns no grupo com dostarlimabe combinando quimioterapia foram alopecia, fadiga, náusea, neuropatia periférica e artralgia.

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