Oruzona pela OMS, a suspeita de transmissão entre humanos surgiu no surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro Hondius, ancorado próximo a Cabo Verde. Até agora, dois casos foram confirmados; cinco seguem sob investigação entre cerca de 150 pessoas a bordo. As informações são da OMS.
Três passageiros morreram entre os sete casos registrados; entre eles, um casal holandês e um alemão. Uma pessoa apresenta sintomas respiratórios graves e outras três mostram quadros leves. Não há tratamento específico, apenas suporte clínico, incluindo respirador quando necessário.
149 pessoas continuam impedidas de desembarcar; o navio permanece retido em águas internacionais por precaução. A embarcação partiu da Argentina em março, e medidas de isolamento e desinfecção seguem em vigor. A Espanha aceitou o atracamento nas Ilhas Canárias.
Desenvolvimento epidemiológico e resposta
A OMS informou que uma terceira pessoa a bordo também apresentou sintomas, elevando para três os casos com febre alta e/ou problemas gastrointestinais. Evacuações ocorridas já haviam reduzido o número de ocupantes com quadros mais graves.
Paralelamente, a OMS iniciou buscas para localizar passageiros de um voo que levou uma neerlandesa infectada ao redor do mundo. Ela foi retirada do Hondius para Santa Helena e depois para a África do Sul, onde faleceu.
Cronologia e contextos
O primeiro caso foi um holandês que morreu em 11 de abril, ainda no oceano Atlântico Sul. A esposa foi desembarcada em Santa Helena e repatriada, após confirmação da hantavírus. A empresa informou que a esposa também faleceu e testou positivo.
Um britânico ficou gravemente doente em 27 de abril e foi evacuado para a África do Sul, onde permanece em unidade de terapia intensiva. O alemão que morreu em 2 de maio ainda tem a causa da morte sob avaliação.
Contexto clínico
O hantavírus costuma ser transmitido por roedores, por meio de urina, saliva ou fezes. A transmissão entre humanos é rara, o que eleva a atenção internacional frente ao surto a bordo. As autoridades mantêm os protocolos de isolamento a bordo.
Fonte: AFP e Le Figaro
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