- Onça-pintada fêmea, 4 anos e 72 quilos, foi capturada no fim de semana em Corumbá (MS) após um ano de monitoramento.
- A captura foi realizada pela força-tarefa Grupo Técnico Onças Urbanas Corumbá-Ladário, com participação do Ibama, da Polícia Militar Ambiental e do Exército.
- A onça foi levada de helicóptero e solta na Serra do Amolar, no Pantanal, área considerada adequada para a reintegração ao habitat.
- Antes da soltura, recebeu um colar de monitoramento remoto; o aparelho permitirá acompanhar os deslocamentos em tempo real ao longo de um ano.
- A ação visa entender a relação entre áreas urbanas e a fauna, com foco em padrões de movimento e uso do território, após avistamentos em Corumbá desde janeiro de 2025.
Uma onça-pintada de 72 quilos, mantida sob monitoramento por um ano na área urbana de Corumbá (MS), foi capturada no último final de semana e devolvida à Serra do Amolar, no Pantanal, no domingo (3). A área foi indicada como adequada para a reintegração do animal ao habitat natural.
A captura ocorreu por meio do Grupo Técnico Onças Urbanas Corumbá-Ladário, composto por 26 representantes de órgãos federais, estaduais, municipais, organizações da sociedade civil e pesquisadores. Participaram Ibama, Polícia Militar Ambiental e o Exército.
Após ser avistada por moradores, a onça foi acompanhada desde o início de 2025 com armadilhas fotográficas e rondas noturnas. Em semanas recentes, registros de ataques a cães levaram a reforçar a vigilância e a decisão de efetivar a captura.
Detalhes da operação
A força-tarefa utilizou duas gaiolas, uma para contenção e outra para o transporte da fêmea de quatro anos. A onça passou por avaliação clínica, recebendo o aval de saúde antes do deslocamento por helicóptero até a Serra do Amolar.
Antes da liberação, o animal recebeu um colar de monitoramento remoto para acompanhar em tempo real seus deslocamentos. Durante um ano, serão avaliados padrões de comportamento, rotas e áreas de uso.
Segundo o Ibama, a presença de onças-pintadas em áreas próximas a centros urbanos do Pantanal não é inédita, sendo atribuída à dinâmica natural da espécie, com alta capacidade de deslocamento. Mudanças ambientais e expansão urbana podem ampliar esse fenômeno.
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