- Passageiros com hantavírus foram evacuados do cruzeiro MV Hondius por barco no porto de Praia, Cabo Verde, e devem ser transferidos para aeronaves-ambulância.
- Três passageiros morreram em decorrência do possível surto, incluindo um casal holandês e um cidadão alemão; um britânico evacuado segue em terapia intensiva na África do Sul.
- A embarcação pretendia seguir para Tenerife, nas Ilhas Canárias, onde quase 150 passageiros remanescentes seriam examinados; porém o governo regional das Canárias rejeitou a chegada e pediu reunião com o premiê espanhol.
- Segundo o Ministério da Saúde da Espanha, o navio partia para o local mais próximo com estrutura para testagem, com várias pessoas espanholas a bordo, e a situação segue sob monitoramento.
O navio de cruzeiro MV Hondius evacuou, na manhã desta terça, passageiros com sintomas de hantavírus no porto de Praia, Cabo Verde. Eles foram transferidos para uma embarcação de evacuação e devem seguir para aeronaves-ambulância. Três mortos foram confirmados no cruzeiro.
A Organização Mundial da Saúde confirmou, neste fim de semana, que as vítimas são um casal holandês e um cidadão alemão. Um cidadão britânico também foi retirado do navio e está em terapia intensiva na África do Sul. O caso envolve múltiplos desfechos médicos a bordo.
A embarcação estava prevista para seguir para Tenerife, nas Ilhas Canárias, com quase 150 passageiros remanescentes. A ideia era submeter todos a exames e testes de saúde antes de retornarem aos seus países. O governo regional das Canárias contestou a decisão.
Mudança de planos e posição oficial
O Ministério da Saúde da Espanha informou que o navio iria às Canárias por oferecer a estrutura necessária para realizar a testagem. O governo regional das Canárias pediu reunião com o premiê espanhol e ainda não há confirmação sobre o destino seguinte do navio ou sobre o cronograma de testagens.
A Oceanwide Expeditions, operadora do navio, não comentou publicamente como houve a contaminação nem se há novos casos a bordo. O governo espanhol ressalta a obrigação de ajudar e manter a vigilância sanitária diante da possível exposição.
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