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Produtor breton testa barris de conchas de ostra para envelhecer vinho

Vitivinicultor na Bretanha testa tonéis de concreto com cascas de ostra para conferir sabor iodado ao vinho, em produção de economia circular; entrega prevista para outubro

L’équipe du domaine a récolté 1,5 tonne de coquilles d’huîtres chez deux ostréiculteurs locaux, la Maison Jegat à Arradon et les Huîtres de Toulvern à Baden.
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  • O domínio Lamballe, em Baden, Morbihan, na Bretanha, testa tanques de concreto que incorporam cascas de ostra para envelhecer vinho e conferir sabor iodado.
  • Em vinte e seis de abril, foram coletadas 1,5 tonelada de cascas de ostra de dois ostréicultores locais, que vão a Bordeaux para lavar e triturar, e depois à Itália, no site da produção da CLC.
  • A iniciativa busca conectar vinho e mar, com economia circular ao reciclar resíduos da ostra, reduzindo o uso de materiais minerais no concreto sem alterar as propriedades técnicas.
  • Ensaios indicam que entre dez e quinze por cento das cascas trituradas podem ser incorporadas, mantendo a solidez e a impermeabilidade das tanques; a porosidade do concreto favorece a microoxigenação.
  • Quatorze tanques devem chegar em outubro, sendo oito de 22,5 hectolitros e seis de 3 hectolitros; o resultado com sabor iodado deverá aparecer na primavera de 2027, com a ideia de usar os tanques para vinificação e envelhecimento.

O Domaine Lamballe, em Baden, Morbihan, na Bretanha, testa uma inovação: usar conchas de ostra nas cubas de vinificação de concreto para conferir o sabor iodado ao vinho. A ideia nasceu da parceria com a CLC France, fabricante de cubas para vinícolas.

Em abril, a equipe colheu 1,5 tonelada de conchas de ostras de dois ostricultores locais, a Maison Jegat de Arradon e as Huîtres de Toulvern, em Baden. As conchas foram lavadas, moídas e enviadas para a produção na Itália, passando por Bordeaux.

A iniciativa busca economia circular ao reciclar resíduos da filiera ostrícola e reduzir o uso de matérias-primas no concreto, mantendo a funcionalidade das cubas. Testes indicaram a compatibilidade com 10% a 15% de conchas na mistura.

As 14 cubas, previstas para outubro, incluem 8 de 22,5 hectolitros e 6 de 3 hectolitros, que integrarão o chai do domínio. O resultado do sabor iodado deve aparecer no vinho apenas na primavera de 2027.

Dominique Lamballe, proprietário, e seu filho Tristan pretendem que todas as etapas, da vinificação ao envelhecimento, ocorram nesses recipientes. A dupla descreve o projeto como ousado, mas com foco técnico e sustentável.

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