- Cientistas testaram sildenafila (Viagra) em seis pacientes com síndrome de Leigh, observando alívio de sintomas e melhoria de funções motoras e cerebrais ao longo de seis meses.
- O tratamento, feito com doses entre 0,66 e 3 mg por kg por dia, mostrou aumento de força, mobilidade e capacidade respiratória; um participante teve retirada por irritação na pele.
- A síndrome de Leigh é uma doença neurodegenerativa rara que compromete a energia das células e pode levar a desenvolvimento irregular, convulsões e problemas respiratórios; não tem cura.
- O estudo apontou que os resultados podem estar ligados à proteína quinase 1, reguladora de processos metabólicos, cuja produção é potencializada pela sildenafila; ainda há dúvidas sobre os mecanismos exatos.
- O estudo tem limitações, como o pequeno tamanho da amostra e a ausência de grupo controle com placebo, o que impede chegar a uma conclusão definitiva.
A sildenafila, princípio ativo do Viagra, é chamada aos olhos dos pesquisadores como possível aliado no tratamento da síndrome de Leigh, doença neurodegenerativa rara. Em estudo conduzido por Johns Hopkins, nos EUA, com centros na Alemanha, o remédio foi aplicado a seis pacientes jovens durante seis meses. O objetivo foi observar efeitos sobre funções motoras e cerebrais, bem como sobre a progressão da doença.
O fármaco utilizou dose diária entre 0,66 e 3 mg por kg de peso e, segundo os pais, houve melhora na força muscular, na mobilidade e na capacidade respiratória. Em um caso, houve alívio de crises metabólicas associadas à síndrome. Um participante, porém, foi retirado do estudo por irritação cutânea causada pelo medicamento.
O estudo ressalta limitações: há apenas seis pacientes, sem grupo controle com placebo, o que restringe conclusões sobre eficácia. A pesquisa também aponta a necessidade de entender como a sildenafila atua no nível celular, se pela vasodilatação ou pela modulação da proteína quinase 1, metabólica reguladora.
A síndrome de Leigh compromete a energia das células e afeta o desenvolvimento neurológico, com frequências estimadas em cerca de alguns casos em recém-nascidos, segundo a Nature. A condição pode levar a convulsões, atraso no desenvolvimento e falhas respiratórias, podendo ser fatal sem tratamento específico.
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