- Paulista, na Região Metropolitana do Recife, registrou 158 filhotes de tartaruga-de-pente nascidos em um único ninho, na Praia de Maria Farinha, durante a temporada reprodutiva 2025-2026.
- A ação foi acompanhada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, por meio do Núcleo de Sustentabilidade Urbana, com monitoramento diário do litoral.
- Dos 50 ninhos identificados, 17 ainda vão eclodir: oito em Enseadinha, cinco em Maria Farinha, três no Pontal e um no Janga.
- A Praia de Maria Farinha é considerada mais favorável por ter faixa de areia maior e menor iluminação artificial, o que facilita a reprodução.
- Especialistas destacam impactos como poluição luminosa, ocupações desordenadas, redes de pesca, lixo e pisoteio de ninhos, reforçando a importância do monitoramento e da educação ambiental.
A cidade de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, registrou a eclosão de 158 filhotes de tartaruga-de-pente a partir de um único ninho, na Praia de Maria Farinha. O nascimento ocorreu durante a temporada reprodutiva 2025-2026, na tarde desta terça-feira, 5 de maio, conforme monitoramento da SEMMA.
A ação contou com a atuação do Núcleo de Sustentabilidade Urbana (NSU), vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A bióloga Rayza Brasileiro, diretora ambiental do NSU, destacou que Maria Farinha apresenta características favoráveis para a reprodução, como areia mais ampla e menor iluminação.
Segundo a SEMMA, dos 50 ninhos identificados na região, restam 17 para a eclosão. A distribuição inclui oito ninhos em Enseadinha, cinco em Maria Farinha, três no Pontal e um no Janga, com o monitoramento contínuo sendo considerado essencial para a conservação.
O trabalho de acompanhamento do litoral permite observar o comportamento reprodutivo e os desafios enfrentados pelas tartarugas. Entre as ameaças identificadas estão poluição luminosa, ocupações, redes de pesca, lixo e pisoteio de ninhos, frequentemente causados por atividades humanas.
A diretora do NSU enfatizou que o monitoramento atua também como ferramenta educativa. A conscientização da população é vista como chave para reduzir impactos negativos e favorecer a proteção da espécie ao longo da costa.
Especialistas associam a proteção das tartarugas ao equilíbrio de ecossistemas costeiros e marinhos. A continuidade das ações de monitoramento, educação ambiental e práticas sustentáveis é apontada como fundamental para a conservação da espécie.
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