- São 23 novos filhotes neste ano, o maior número em um único ano desde 2009.
- 18 das mães deram à luz nos últimos seis anos.
- Estresse causado pelas mudanças climáticas e a procura por alimento levaram a intervalos maiores entre partos, já que os baleias caminham mais para encontrar food.
- Existem cerca de 384 baleias-cachalote-do-atlântico-norte hoje, com avistamentos perto da Irlanda e no Golfo de St. Lawrence; a migração entre Flórida e New England pode ficar 1.600 quilômetros mais longa.
- Embora haja sinal de melhoria, especialistas dizem que são necessários cerca de 50 partos por ano para a recuperação da população, com 70 fêmeas reprodutivamente ativas neste momento; 18 dos 23 filhotes já migraram para áreas de alimentação.
A temporada de desmame da baleia azul do Atlântico Norte, criticamente em perigo, chegou ao fim com 23 filhotes, o maior número em um único ano desde 2009. O grupo de baleias vive na costa leste da América do Norte e os recém-nascidos aparecem com mais frequência neste período.
Parte desse boom está ligado a fêmeas que deram à luz em intervalos mais curtos: 18 das mães desta temporada criaram filhotes nos últimos seis anos. O que reforça é que tartar de nascimento mais curto está associado a uma condição melhor das mães, segundo especialistas.
Aquecimento climático pode explicar parte do atraso na reprodução. Crustáceos chamados copépodos, principal alimento de baleias com barbatanas, mudaram de localização na última década, levando algumas baleias a migrar mais longe para se alimentar. A estimativa é de 384 baleias no total hoje.
O deslocamento das baleias também envolve mudanças na rota de migração. Algumas aparecem perto da Irlanda e muitas vão ao Golfo de St. Lawrence, no Canadá, a mais de mil quilômetros do habitat habitual. A migração até o Golfo pode tornar o percurso até Nova Inglaterra cerca de 50% mais longo.
Philip Hamilton, cientista sênior do Anderson Cabot Center, da New England Aquarium, explica que o aumento no intervalo entre partos pode indicar que as fêmeas estão mais bem alimentadas, apesar do maior gasto energético. Há ainda um atraso registrado em anos anteriores, que gerou o backlog de partos este ano.
Para a espécie, a notícia é positiva, mas o objetivo continua desafiador: estima-se que sejam necessárias cerca de 50 desmamados por ano para estabilizar a população, diante de apenas 70 fêmeas reprodutivamente ativas.
As baleias são vulneráveis a colisões com navios e ao emaranhamento em artes de pesca. A NOAA estima que mais de 85% das baleias já ficaram presas em algum momento com redes, linhas e cordas.
Este ano, os filhotes parecem estar em bom estado. Ao todo, 18 dos 23 filhotes já migraram para as áreas de alimentação próximas a Massachusetts. Em 2024, pelo menos cinco dos 20 filhotes conhecidos haviam morrido.
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