- A Cidade do México está afundando cerca de 25 centímetros por ano, conforme dados de satélite da Nasa em parceria com a Isro.
- O fenômeno tem origem histórica: a cidade foi construída sobre sedimentos de um aquífero derivado do antigo Lago Texcoco, com técnicas de chinampa usadas pelos astecas.
- O afundamento foi registrado pela primeira vez em 1925 e se agravou entre as décadas de noventa e 2000, provocando rachaduras em ruas, edifícios e tubulações e impactos no metrô.
- O Anjo da Independência é um exemplo típico: ganhou 14 degraus extras na base para compensar o afundamento.
- O lago Texcoco era uma importante fonte de água; a drenagem para ampliar a cidade, aliada à extração subterrânea de água, agrava a crise hídrica local.
A Cidade do México continua afundando devido ao solo instável que aquífera habitou desde a colonização. Estudos recentes apontam que a subsidência pode chegar a 25 centímetros por ano em áreas da capital, segundo dados de satélites da Nasa em parceria com a Isro. A cidade está construída sobre sedimentos argilosos derivados de um antigo lago.
A subsidência é visível em vias, edifícios e na infraestrutura de água e transporte. Observatórios mostram que o movimento do solo já provocou rachaduras e deslocamentos, com impactos que vão desde ruas deformadas até tensões em túneis e túbulos de água. Em alguns pontos, monumentos históricos exibem sinais de inclinação.
Origens históricas
A origem da crise remonta ao período colonial. Originalmente, Tenochtitlán foi ergida sobre ilhas no Lago Texcoco, com construção sobre chinampas. Após a conquista espanhola, parte do lago foi drenada para expansão urbana, e a cidade foi assentada em sedimentos menos estáveis.
Hoje, a Cidade do México abriga mais de 20 milhões de habitantes e se apoia em sedimentos argilosos. A extração subterrânea de água para abastecimento agrava a subsidência, contribuindo para uma crise hídrica na região. A situação é monitorada por agências nacionais e internacionais para orientar políticas públicas.
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