- O satélite Landsat 9 registrou, em 23 de abril, a atividade do vulcão Shiveluch, no norte da península de Kamchatka, região da Rússia, e seus efeitos na paisagem nevada.
- As imagens mostram depósitos de cinzas, detritos e anomalias térmicas na caldeira, com destaque para o domo de lava que vem crescendo nos últimos meses.
- A erupção foi descrita pela equipe de monitoramento como explosiva-extrusiva, com emissão contínua de gases e vapores.
- Em abril de 2023, o vulcão já teve um colapso de encosta que lançou fluxos de lava, destruindo grande parte da floresta e deixando depósitos visíveis.
- Os vulcões exibem ciclos de crescimento e colapso do domo, gerando cinzas, fluxos de blocos e cinzas e mantendo temperaturas elevadas na superfície por longos períodos.
O vulcão Shivelyuch, localizado ao norte da península de Kamchatka, na Rússia, mantém atividade contínua há meses. Satélites detectam emissões de cinzas, detritos e anomalias térmicas na caldeira, com o Landsat 9 registrando imagens do efeito da atividade na paisagem nevosa, em 23 de abril.
As imagens mostram depósitos de cinzas, detritos e áreas com calor anômalo. Um domo de lava, forma semelhante a uma mancha escura, cresce na caldeira e cria faixas que se estendem no entorno, conforme a equipe de resposta a erupções de Kamchatka (KVERT).
O vulcão segue em erupção explosiva-extrusiva, segundo a KVERT, com emissão de gases e vapores ainda em monitoramento. Dados de satélite indicam atividade persistente mesmo após meses de observação.
Contexto histórico e impactos
Em abril de 2023, Shivelyuch teve uma erupção que causou o colapso de parte da formação geológica, gerando fluxos de lava que destruíram grandes áreas de floresta. Restaram apenas canais de fluxo próximos à base da montanha.
Os domos de lava envolvem ciclos de crescimento e colapso, gerando erupções de cinzas e fluxos de blocos. Tais processos produzem depósitos espessos que retêm calor por longos períodos, ajudando a derreter neve durante o inverno.
Avalanches de cinzas podem ocorrer à medida que detritos descem pelos canais que emanam da caldeira. O monitoramento remoto identifica anomalias térmicas dentro da caldeira e ao redor da cúpula em expansão.
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