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Mudanças climáticas aumentam competição entre espécies animais

Mudanças climáticas elevam custos energéticos de grupos de macacos-prego-de-cara-branca na Costa Rica, alterando vantagens da vida em grupo sob El Niño e La Niña

Macacos-pregos selvagens foram objeto do estudo por 33 anos - (crédito: Susan Perry / Universidade da Califórnia, Los Angeles)
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  • Estudo de 33 anos com macacos-prego-de-cara-branca na Costa Rica mostra que as vantagens de viver em grupo variam com as mudanças climáticas.
  • Grupos maiores trazem proteção, mas aumentam o custo de alimentação, equilibrado pela expansão territorial frente a grupos menores.
  • O equilíbrio entre competição interna e externa muda conforme os ciclos climáticos e o tamanho dos vizinhos.
  • Na estação seca, recursos se concentram junto aos rios, levando grupos maiores a dominar áreas melhores e empurrar os menores para zonas menos produtivas.
  • Eventos extremos, como El Niño e La Niña, elevam custos energéticos para grandes grupos, reduzindo as vantagens da dominância numérica.

O estudo, conduzido por 33 anos, acompanhou 12 grupos de macacos-prego-de-cara-branca na Costa Rica. A pesquisa, liderada pelo Instituto Max Planck, analisa como mudanças climáticas afetam o custo de sobreviver em sociedades animais.

Durante décadas, a equipe observou como viver em grupo traz vantagens, mas também custos. Grupos maiores podem ter proteção extra, porém exigem mais alimento, elevando a competição interna e externa.

Em condições normais, os grupos grandes expandem territórios para acessar recursos, compensando a competição interna. A pesquisa mostra que o equilíbrio entre cooperação e conflito depende do ambiente.

Dinâmica de grupos e clima

A floresta tropical seca onde vivem os macacos é um dos poucos remanescentes da região. Observações revelam que, quando a alimentação é abundante, grupos maiores consomem frutos em ritmo mais lento, sinal de competição interna.

A expansão territorial favorece o domínio de áreas de melhor qualidade, enquanto os grupos menores acabam concentrados em zonas menos produtivas. A vantagem numérica, porém, pode equilibrar-se com custos energéticos.

Impactos das mudanças climáticas

Com a estação seca iniciando em janeiro, a concentração de água, alimento e sombra ocorre ao longo dos rios, aumentando o contato entre grupos. A sobreposição espacial diminui, mas as interações com vizinhos aumentam.

Eventos extremos como El Niño e La Niña elevam os custos de busca por alimento para grandes grupos. A competição por recursos intensifica-se e as vantagens da dominância numérica reduzem.

A equipe mediu custos energéticos, não sobrevivência direta, destacando que esse tema deve orientar pesquisas futuras. O objetivo é entender melhor como ciclos climáticos afetam a dinâmica social animal.

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