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Tsunami de 2025 no Alasca é o segundo maior já registrado

Tsunami no Tracy Arm Fjord atingiu até 481 metros, o segundo maior já registrado, causado pelo recuo de geleira durante deslizamento

Foto tirada após deslizamento no Tracy Arm Fjord mostra consequências de tsunami 13 de agosto de 2025 Agência de Pesquisa Geológica dos EUA/Divulgação via REUTERS
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  • O tsunami de 10 de agosto de 2025, no Tracy Arm Fjord, Alasca, atingiu até 481 metros de altura, sendo o segundo maior já registrado no mundo.
  • O deslizamento foi causado pelo recuo de uma geleira, em função do aquecimento global, liberando cerca de 64 milhões de metros cúbicos de rocha.
  • A onda atravessou o fiorde, arrancando vegetação das paredes rochosas e deixando marcas visíveis nas encostas do local estreito.
  • O fenômeno aconteceu às 5h30 da manhã, quando não havia navios de cruzeiro na hidrovia, reduzindo o risco de feridos.
  • Pesquisadores, em estudo publicado na revista Science, afirmam que o deslizamento gerou uma onda sísmica observada ao redor do mundo.

O tsunami em Tracy Arm Fjord, no sudeste do Alasca, no dia 10 de agosto de 2025, foi registrado como o segundo maior já visto no mundo. A onda atingiu 481 metros de altura, superando o Empire State Building. Atingiu o fiorde após deslizamento provocado pelo recuo de uma geleira.

O Tracy Arm Fjord fica na Tongass National Forest e tem uma entrada estreita cercada por penhascos de granito. A região é popular entre turistas, mas a onda ocorreu às 5h30, quando não havia navios no canal, minimizando riscos de feridos.

Pesquisadores liderados por Dan Shugar, da University of Calgary, publicaram o estudo na revista Science nesta quarta-feira. A equipe concluiu que o deslizamento ocorreu pela mudança climática, com recuo da geleira que apoiava a rocha.

Desdobramentos e metodologia

Não havia imagens do momento, então os cientistas reconstruíram o evento com fotos aéreas, dados de satélite e registros sísmicos. A onda ressaltou o risco associado ao aquecimento que afeta fiordes e geleiras.

Cerca de 64 milhões de metros cúbicos de rocha desmoronaram em um minuto, segundo o geofísico Stephen Hicks, da University College London. Esse colapso gerou a onda sísmica observada globalmente.

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