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Arsênio em níveis perigosos é detectado pela primeira vez no Mekong, Tailândia

Primeira detecção de arsênio no leito do Mekong eleva alerta sobre contaminação por metais pesados; sedimentos registraram 73 a 296 mg/kg

Fishers in the Mekong River near Chiang Khong, Thailand. Elevated arsenic levels at testing sites in the Mekong indicate that contamination may be spreading into this vital waterway. Image by Stefan Lovgren.
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  • Autoridades da Tailândia detectaram, pela primeira vez, níveis perigosos de arsênio em sedimentos do baixo Mekong e de três seus afluentes, nas provínias de Chiang Mai e Chiang Rai.
  • Os resultados, de testes feitos em março, mostraram concentrações entre setenta e três e duzentos e noventa e seis miligramas por quilo de sedimento.
  • Segundo a Secretária de Controle de Poluição, níveis inferiores a dez mg/kg são considerados seguros para a vida aquática, e acima de trinta e três mg/kg são perigosos.
  • O arsênio também foi encontrado em sedimentos dos rios Kok, Sai e Ruak, com níveis variando de abaixo do limite seguro até cinquenta e sete mg/kg, indicando disseminação pelo sistema fluvial.
  • A contaminação está associada à mineração não regulamentada na bacia do Mekong, especialmente em Myanmar, e autoridades destacam a importância de monitoramento contínuo e de alertas para comunidades ribeirinhas.

O Departamento de Controle de Poluição da Tailândia informou a detecção, pela primeira vez, de arsenico em concentrações perigosas no sedimento do Mekong, bem como em três afluentes no norte do país. As análises foram realizadas em março e divulgadas em meados de abril, envolvendo estações ao longo do curso principal do rio.

Os resultados revelam arsenico entre 73 e 296 mg por kg de sedimento no Mekong, conforme o órgão, que classifica menos de 10 mg/kg como seguro para a vida aquática e acima de 33 mg/kg como potencialmente perigoso. Em ponto distintos ao longo dos rios Kok, Sai e Ruak, as leituras variaram de abaixo de 33 mg/kg a 57 mg/kg, sugerindo disseminação da contaminação.

Contexto e ações locais

A contaminação está associada, segundo especialistas, a mineração desregulada mais adiante, especialmente em Myanmar. A Stimson Center aponta dezenas de minas não regulamentadas na região, com várias ligadas a minerais de terras raras. Autoridades locais emitiram alertas para comunidades ribeirinhas, recomendando limitar o consumo de peixe e, em alguns casos, evitar o uso da água.

A Comissão do Rio Mekong afirmou que a contaminação parece concentrada localmente no Chiang Rai e que não há indicação de impactos no âmbito do sistema transfronteiriço. O órgão ressalta a necessidade de monitoramento contínuo em toda a bacia, envolvendo os países membros: Camboja, Laos, Tailândia e Vietnã.

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