- Autoridades da Tailândia detectaram, pela primeira vez, níveis perigosos de arsênio em sedimentos do baixo Mekong e de três seus afluentes, nas provínias de Chiang Mai e Chiang Rai.
- Os resultados, de testes feitos em março, mostraram concentrações entre setenta e três e duzentos e noventa e seis miligramas por quilo de sedimento.
- Segundo a Secretária de Controle de Poluição, níveis inferiores a dez mg/kg são considerados seguros para a vida aquática, e acima de trinta e três mg/kg são perigosos.
- O arsênio também foi encontrado em sedimentos dos rios Kok, Sai e Ruak, com níveis variando de abaixo do limite seguro até cinquenta e sete mg/kg, indicando disseminação pelo sistema fluvial.
- A contaminação está associada à mineração não regulamentada na bacia do Mekong, especialmente em Myanmar, e autoridades destacam a importância de monitoramento contínuo e de alertas para comunidades ribeirinhas.
O Departamento de Controle de Poluição da Tailândia informou a detecção, pela primeira vez, de arsenico em concentrações perigosas no sedimento do Mekong, bem como em três afluentes no norte do país. As análises foram realizadas em março e divulgadas em meados de abril, envolvendo estações ao longo do curso principal do rio.
Os resultados revelam arsenico entre 73 e 296 mg por kg de sedimento no Mekong, conforme o órgão, que classifica menos de 10 mg/kg como seguro para a vida aquática e acima de 33 mg/kg como potencialmente perigoso. Em ponto distintos ao longo dos rios Kok, Sai e Ruak, as leituras variaram de abaixo de 33 mg/kg a 57 mg/kg, sugerindo disseminação da contaminação.
Contexto e ações locais
A contaminação está associada, segundo especialistas, a mineração desregulada mais adiante, especialmente em Myanmar. A Stimson Center aponta dezenas de minas não regulamentadas na região, com várias ligadas a minerais de terras raras. Autoridades locais emitiram alertas para comunidades ribeirinhas, recomendando limitar o consumo de peixe e, em alguns casos, evitar o uso da água.
A Comissão do Rio Mekong afirmou que a contaminação parece concentrada localmente no Chiang Rai e que não há indicação de impactos no âmbito do sistema transfronteiriço. O órgão ressalta a necessidade de monitoramento contínuo em toda a bacia, envolvendo os países membros: Camboja, Laos, Tailândia e Vietnã.
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