- Observatório Copernicus afirma que o El Niño pode fazer 2027 superar 2024 como o ano mais quente já registrado.
- A temperatura global dos oceanos deve atingir um novo recorde em maio, segundo a climatologista Samantha Burgess.
- O retorno do El Niño é visto como provável entre maio e julho, enquanto La Niña continua ficando mais fraca.
- Os efeitos na temperatura média do planeta costumam ocorrer no ano seguinte à manifestação do El Niño, mantendo a possibilidade de 2027 ser muito quente.
- Em abril de 2026, os oceanos e continentes ficaram entre os três aprils mais quentes da história; o gelo do Ártico se recuperou pouco, e houve eventos climáticos extremos.
O El Niño, fenômeno climático que costuma se desenvolver nos meses seguintes, pode tornar 2027 o ano mais quente já registrado, segundo o Observatório Copernicus. A instituição afirma que 2027 pode superar 2024 em temperatura global.
De acordo com a climatologista Samantha Burgess, ligada ao Copernicus, o aquecimento global pode atingir novos recordes esse ano. A temperatura média dos oceanos também está prestes a bater recordes em maio, em questão de dias, aponta o boletim.
O Copernicus ressalta que, no momento, há incertezas sobre o timing exato do retorno do El Niño. A Organização Meteorológica Mundial indica que o retorno é cada vez mais provável entre maio e julho, com o enfraquecimento de La Niña.
Em março, o Pacífico já apresentava sinais de aquecimento, que costumam influenciar padrões climáticos globais. O El Niño é acompanhado de mudanças de ventos, pressões e chuvas em várias regiões.
No último registro de El Niño, ocorrido entre 2023 e 2024, os impactos variaram conforme a região. Enquanto algumas áreas enfrentaram secas, outras registraram chuvas intensas.
Além disso, o Copernicus aponta que o gelo marinho ártico recuperou pouco no inverno do Hemisfério Norte, mantendo áreas próximas aos níveis mais baixos já observados.
Considerando oceanos e continentes, abril de 2026 foi o terceiro mais quente já registrado na história. O mês também registrou eventos extremos, como ciclones no Pacífico, cheias no Médio Oriente e na Ásia, e secas no sul da África.
O que muda no cenário climático
- O retorno do El Niño tende a elevar temperaturas globais no curto prazo.
- A variabilidade regional pode ampliar impactos hídricos, agrícolas e energéticos.
- As previsões dependem de dados regionais do Pacífico e de padrões atmosféricos.
Por que o tema é relevante
- Um possível 2027 mais quente depende de fatores naturais e ações humanas.
- Os oceanos aquecidos influenciam eventos climáticos extremos ao redor do planeta.
- O monitoramento internacional busca reduzir impactos via preparação e adaptação.
Observatórios e acompanhamento
- Copernicus reforça que as previsões evoluem com novas medições.
- A Organização Meteorológica Mundial acompanha as condições de El Niño e La Niña em conjunto com serviços nacionais.
- Dados de temperatura e gelo marinho são atualizados mensalmente para embasar decisões públicas.
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