- Estudo internacional analisou 26 pesquisas experimentais com mais de 6 mil pessoas e aponta que conteúdos de fitspiration podem fazer mal, elevando comparação social, prejudicando a autoestima e aumentando emoções negativas.
- Embora a motivação para dietas e treinos aumente, esse efeito costuma ser irrealista, com pessoas buscando padrões corporais pouco atingíveis.
- A pesquisa foi coordenada por Valerie Gruest, ex-atleta olímpica guatemalteca, doutoranda na Universidade Northwestern, e contou com Nathan Walter, professor associado da mesma instituição.
- Os resultados são consistentes entre diferentes faixas etárias, gêneros e índices de massa corporal, sugerindo impactos amplos das redes sociais sobre saúde mental e comportamentos de saúde.
- Os autores ressaltam limitações, como participação predominantemente de países desenvolvidos e maior parte de mulheres, o que dificulta extrapolar os efeitos para outros grupos.
Dicas de motivação fitness, tutoriais de treino, receitas com alto teor de proteína e vlogs de “fitspiration” estão presentes com frequência nas redes sociais. O acúmulo de vídeos e posts sobre entrar no shape é parte do cotidiano de milhões de usuários.
Uma revisão que combina 26 estudos experimentais, envolvendo mais de 6 mil pessoas em sete países, aponta riscos associados a esse conteúdo. A exposição aumenta a comparação social, reduz a percepção da própria imagem corporal e eleva emoções negativas.
A pesquisa foi liderada por Valerie Gruest, nadadora guatemalteca que integrou o time olímpico em 2016, atualmente doutoranda na Northwestern University, nos Estados Unidos. Nathan Walter, professor associado da mesma instituição, compõe a equipe.
Os resultados indicam que, apesar de alguns efeitos positivos na motivação para dietas e atividades físicas, esses impactos costumam ocorrer de forma irrealista e podem prejudicar o bem-estar psicológico. O estudo ressalta padrões consistentes entre diferentes faixas etárias e índices de massa corporal.
Segundo Gruest, a fitspiration cria conteúdos altamente selecionados e idealizados, que podem ser repetidamente vistos por jovens adultos no dia a dia. Walter acrescenta que a popularidade desse tipo de conteúdo torna essencial entender seus efeitos para promover um envolvimento mais saudável no futuro.
Entre as limitações, os autores destacam que a maior parte dos participantes era de países desenvolvidos, com predomínio de mulheres, o que dificulta generalizar os resultados para outros grupos. Dados sobre etnia e composição corporal também tiveram inconsistências.
Entre na conversa da comunidade