- O primeiro grande santuário de elefantes da Europa começará a receber, nas próximas semanas, animais retirados de circos e zoológicos, no Alentejo, em Portugal.
- O espaço é promovido pela organização Pangea; as primeiras moradoras serão Julie, a última elefanta de circo de Portugal, e Kariba, elefanta africana que vivia sozinha na Bélgica, ambas com 40 anos.
- O santuário ocupa 28 hectares de uma antiga fazenda de gado e pretende expandir para 405 hectares; não será aberto ao público.
- O objetivo é oferecer habitat natural amplo para que os elefantes caminhem longas distâncias, tomem banho e socializem, com intervenção humana mínima.
- Além do bem-estar, o projeto aposta em restauração ecológica da região do Alentejo, e, quando completo, poderá abrigar entre 20 e 30 elefantes.
O primeiro grande santuário de elefantes da Europa começará a receber, nas próximas semanas, animais retirados de circos e zoológicos que viveram décadas em cativeiro. Localizado no Alentejo, em Portugal, o espaço é criado pela organização Pangea para oferecer vida próxima à natureza a parte dos cerca de 600 elefantes ainda confinados no continente.
As primeiras moradoras serão Julie, a suposta última elefanta de circo de Portugal, e Kariba, uma elefanta africana que vivia sozinha em um zoológico na Bélgica. Ambas têm cerca de 40 anos e passaram grande parte da vida em ambientes artificiais, segundo a Pangea.
Mudança de foco e metodologia de cuidado
O santuário ocupa 28 hectares de uma antiga fazenda de gado degradada, com planos de expansão para 405 hectares. Ao contrário de zoológicos tradicionais, não será aberto ao público, para reduzir interferência humana e permitir que os animais retomem comportamentos naturais como caminhar longas distâncias e socializar.
Impactos e contexto europeu
Países europeus endureceram as regras sobre animais em espetáculos. Em Portugal, a proibição total entrou em vigor em 2025. Ainda assim, permanecem cerca de 40 elefantes usados em circos na Europa e 36 vivendo isolados em zoológicos, conforme dados citados pelo Guardian.
Benefícios ecológicos e objetivos futuros
Pesquisas sugerem que o confinamento prolongado reduz a expectativa de vida de fêmeas africanas em zoológicos, contrastando com a longevidade na natureza. O santuário aposta também na restauração ecológica da região, com elefantes contribuindo para a regeneração do ecossistema local, desde que a densidade populacional seja adequada.
Perspectivas para o futuro
A área do Alentejo já foi habitada por ancestrais de elefantes modernos, há cerca de 40 mil anos, segundo estudo citado. A transferência de Julie marca o encerramento de uma era para o circo Cardinali, que manteve a elefanta desde 1988. Quando plenamente operante, o santuário poderá acolher entre 20 e 30 elefantes.
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