Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Monitoramento de primatas pode conter novos surtos de febre amarela

Alertas precoces e monitoramento de primatas são decisivos para conter surtos de febre amarela, com R0 estimado em oito e reforço da vigilância

Foto: James Gathany/CDC
0:00
Carregando...
0:00
  • Pesquisa da Faculdade de Medicina da USP, destaque na capa da edição de abril da Nature Microbiology, mostra novas evidências sobre o comportamento da febre amarela no Brasil.
  • No surto de 2017 a 2018 em São Paulo, o parque Alberto Löfgren teve alta densidade de bugios sensíveis ao vírus e mosquitos vetores presentes.
  • Amostras das carcaças de primatas e mosquitos foram coletadas e analisadas por metagenômica, com modelagem filogenética para acompanhar mutações em tempo real.
  • O estudo calculou o R zero em torno de oito, indicando alto poder de contágio entre macacos; a comparação é com a Covid no seu início, que chegou a cerca de três.
  • Especialistas ressaltam que vigilância animal, monitoramento regional e vacinação são essenciais para evitar a reurbanização da doença e novos surtos, principalmente perto de áreas de risco.

Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da USP, publicada na capa da Nature Microbiology de abril, indica novos comportamentos da febre amarela no Brasil. O estudo traz evidências sobre a transmissão do vírus por mosquitos e a vulnerabilidade de primatas não humanos.

Durante o surto ocorrido entre 2017 e 2018, no Estado de São Paulo, o parque estadual Alberto Löfgren, o Horto Florestal, foi identificado como um dos epicentros. Os pesquisadores registraram alta densidade de bugios sensíveis ao vírus, além da presença dos mosquitos transmissíveis.

Contexto científico e metodologia

A equipe reuniu amostras de carcaças de primatas atingidos pela doença e contou com apoio de primatólogos e veterinários. Amostras de mosquitos foram preservadas em nitrogênio para manter a integridade, permitindo análises metagenômicas.

A partir dos dados, os pesquisadores realizaram modelagem filogenética para acompanhar mutações do vírus em tempo real e descrever como a doença evoluiu ao longo do surto.

Velocidade de transmissão e implicações

A análise estimou o R0, indicador do poder de contágio, em torno de 8, observando que um macaco doente pode transmitir o vírus a outros macacos. Esse valor é significativamente superior ao observado no início da pandemia de COVID-19, que ficou próximo de 3.

A pesquisadora Ester Sabino ressalta que o sequenciamento genético, por si só, não basta. Ela enfatiza a necessidade de vigilância contínua de animais e de monitoramento regional para orientar ações de saúde pública.

Caminhos para enfrentamento

A equipe destaca que a vigilância integrada envolve monitoramento de animais, coleta de dados e resposta rápida aos sinais de risco. Além disso, reforça a importância da vacinação, especialmente para moradores de áreas de risco, para evitar a reurbanização da doença e novos surtos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais