- A Cidade do México está afundando até 2 centímetros por mês, conforme dados da NASA obtidos com o satélite NISAR, lançado em julho de 2025.
- O NISAR usa radar para detectar mudanças mínimas no solo, mesmo com vegetação ou nuvens, permitindo monitorar a subsidência em tempo real.
- A principal causa é a intensa extração de água subterrânea do aquífero, em solos argilosos sobre o leito de um antigo lago.
- A subsidência já afeta infraestrutura, com ruas deformadas, prédios inclinados e danos em tubulações e no sistema de metrô; o monumento Anjo da Independência teve degraus adicionais na base.
- Metade da água consumida na cidade vem de aquíferos; reduzir a extração é o caminho mais eficaz, ainda que desafiador, e o NISAR pode ampliar o monitoramento do fenômeno globalmente.
A Cidade do México enfrenta subsidência acelerada, com o solo afundando até 2 centímetros por mês em áreas da capital. O fenômeno vem sendo monitorado desde 1925 e ganhou precisão com medições recentes do satélite NISAR, entre 2025 e 2026, segundo a NASA. A cidade abriga cerca de 22 milhões de pessoas.
O NISAR, desenvolvido pela NASA em parceria com a Organização Indiana de Pesquisa Espacial, usa radar para detectar mudanças na superfície mesmo sob vegetação ou nuvens. As análises apontam variações significativas no terreno da capital.
Causas e contexto
O afundamento decorre majoritariamente da extração de água subterrânea. A cidade foi construída sobre um antigo leito lacustre, tornando o solo argiloso e instável, o que favorece compressão com o peso urbano.
O problema vem desde o século passado, com agravamento nas décadas de 1990 e 2000, quando o afundamento chegou a cerca de 35 cm por ano em algumas regiões, prejudicando infraestrutura e edificações. A extração supera a recarga natural.
Impactos na infraestrutura
Taxas de até 2 cm mensais impactam ruas, prédios e redes subterrâneas, incluindo o sistema de metrô. O monumento ao Anjo da Independência já teve que receber ajustes na base para compensar o afundamento do solo ao redor.
As perdas de água na distribuição chegam a aproximadamente 40%, em parte pela ruptura de tubulações conforme o terreno se desloca. Metade da água consumida vem de aquíferos subterrâneos na região.
O que vem pela frente
Especialistas veem o NISAR como ferramenta valiosa para monitorar subsidência em tempo real e ampliar o entendimento global do tema. Reduzir a extração de água é apontado como a medida mais eficaz, embora desafiadora em uma megacidade.
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