- Surto raro de hantavírus a bordo do navio MV Hondius, que partiu de Ushuaia em 1º de abril; até o momento são oito casos associados ao navio, com três confirmados em laboratório e três passageiros mortos.
- A OMS diz que a transmissão do hantavírus não é tão dinâmica quanto a do coronavírus; ainda não há consenso sobre transmissão entre humanos, observada em casos da cepa Andes.
- Investigadores avaliam se a exposição ocorreu antes do embarque, principalmente durante excursões na Argentina, onde há contato com roedores silvestres, principais vetores do vírus.
- Passageiros que desembarcaram estão sendo monitorados; Reino Unido impôs isolamento de 45 dias a passageiros britânicos ligados ao navio; nos Estados Unidos há monitoramento de três passageiros sem sintomas e na Suíça um passageiro está internado.
- O MV Hondius continua viagem rumo às Ilhas Canárias, com passageiros e tripulação remanescentes isolados a bordo; especialistas mantêm o alerta de que o risco para a população geral permanece baixo.
Um surto de hantavírus ligado ao navio MV Hondius mobilizou autoridades sanitárias internacionais. Ao menos oito casos foram registrados desde abril, com três confirmados em laboratório e três mortes. Passageiros de diversos países desembarcaram e passam a ser monitorados. A operação de rastreamento envolve equipes de saúde de várias regiões.
Investigadores analisam se a transmissão ocorreu apenas por contato com o vírus em roedores ou se houve transmissão entre humanos, hipótese considerada rara. A cepa Andes já foi associada a episódios de transmissão entre pessoas, o que aumenta a cautela entre as equipes. O navio partiu da Argentina em direção ao Atlântico Sul e à Antártida.
O primeiro caso surgiu após cinco dias de viagem, o que levantou dúvidas sobre o tempo de incubação, que normalmente varia entre duas e quatro semanas. A investigação investiga atividades realizadas na Argentina antes do embarque, incluindo observação de aves em áreas com roedores silvestres infectados.
Cientistas tentam sequenciar o material genético do vírus para identificar mutações associadas à transmissão entre humanos observada em surtos anteriores. Enquanto isso, o trajeto do Hondius permanece com passageiros restantes isolados a bordo, com escalas limitadas.
O risco para a população em geral é considerado baixo pela OMS. A agência afirma que o hantavírus não se dissemina de forma tão rápida quanto doenças respiratórias como a Covid-19 e que a transmissão exige contato próximo. A investigação visa esclarecer o comportamento da cepa Andes em condições de viagem.
Na prática, autoridades de Cabo Verde, Reino Unido, Estados Unidos e Suíça acompanham passageiros que desembarcaram ou permanecem a bordo para detectar novos casos. No UKHSA, passageiros britânicos seguem em isolamento por 45 dias, com continuidade do rastreamento por semanas. Nos EUA, autoridades monitoram três passageiros sem sintomas.
Mesmo com a mobilização global, especialistas destacam que não há evidências de perigo imediato para a população geral. O estudo em curso poderá esclarecer se a transmissão humana ocorreu no Hondius e, se confirmado, o quanto a cepa Andes pode se adaptar a esse modo de transmissão.
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