Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Brasil aprova etanol de milho da safrinha para transporte marítimo

IMO aprova pegada de carbono do etanol de milho da safrinha, colocando o Brasil à frente na navegação oceânica e acelerando a descarbonização do setor

Produção de milho. Biocombustível brasileiro avançou em regulamentação internacional para uso no transporte marítimo.
0:00
Carregando...
0:00
  • A Organização Marítima Internacional aprovou a pegada de carbono do etanol de milho brasileiro, tornando-o o primeiro biocombustível compatível com navegação oceânica a receber esse tipo de classificação.
  • O combustível tem valor padrão de 20,8 gramas de CO₂ equivalente por megajoule, frente a 93,3 gramas de CO₂ por megajoule do bunker fóssil tradicional.
  • O etanol é produzido no Brasil a partir do milho da safrinha, segunda safra cultivada após a soja, e representa quase oitenta por cento da produção brasileira de milho.
  • O avanço coincide com a construção de um novo marco regulatório climático da Organização Internacional que visa reduzir as emissões do transporte marítimo mundial; a adoção formal foi adiada para dezembro de 2026.
  • O governo brasileiro também trabalha para aprovar tecnicamente outros biocombustíveis renováveis, como etanol de cana e biodiesel de soja e sebo bovino, junto à Organização Internacional.

O Brasil confirmou a aprovação da pegada de carbono do etanol de milho utilizado no transporte marítimo, o chamado etanol de milho da safrinha. A decisão foi anunciada pela Organização Marítima Internacional (IMO) e representa o primeiro biocombustível compatível com navegação oceânica a obter esse tipo de classificação regulatória internacional. A aprovação coloca o país na dianteira de concorrentes, como os EUA, no mercado que tende a crescer com a pressão por menos emissões no setor.

A avaliação da IMO definiu um valor padrão de 20,8 g de CO₂ equivalente por megajoule para o etanol brasileiro produzido a partir da safrinha. Em comparação, o bunker fuel tradicional emite cerca de 93,3 g CO₂e por MJ. A menor intensidade de carbono do etanol de milho brasileiro é vista como um passo relevante para descarbonizar a navegação, conforme estudo da própria organização.

O marco ocorre no contexto de um novo regime regulatório climático da IMO, aprovado em abril de 2025, com metas para reduzir emissões no transporte marítimo global. Segundo a IMO, o setor responde por 2% a 3% das emissões de gases de efeito estufa. A adoção formal do marco, prevista para este ano, foi adiata para dezembro de 2026, após pressão dos Estados Unidos.

Safrinha e produção

O etanol aprovado é produzido a partir do milho da safrinha, segunda safra cultivada logo após a colheita da soja. A produção atual dessa modalidade representa quase 80% da safra de milho brasileira. No processo industrial, o grão passa por moagem e fermentação para converter amido em etanol, com parte da energia derivada de biomassa.

A indústria aponta vantagens ambientais em comparação com o etanol produzido nos EUA, atribuindo o ganho ao uso de biomassa no ciclo produtivo e à eficiência institucional da dupla safra. Embora a cana-de-açúcar ainda seja a principal matéria-prima, o milho tem ganhado relevância desde 2017, quando a produção em escala começou a responder por uma parcela significativa do biocombustível nacional.

Outros combustíveis renováveis monitorados pelo governo paulista para possível aprovação técnica pela IMO incluem o etanol de cana e o biodiesel produzido a partir de soja e sebo bovino, conforme perspectivas da política energética brasileira. A evolução regulatória busca ampliar o portfólio de combustíveis com menores impactos climáticos no transporte marítimo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais