- Brasil soma sete casos de hantavírus em 2026, sem relação com o genótipo Andes ligado ao surto no cruzeiro que saiu da Argentina.
- Na sexta-feira, Paraná confirmou dois casos: moradores de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa, infectados por contato com roedores silvestres.
- Outros onze casos seguem em investigação no estado, e vinte e um foram descartados; risco global, segundo a OMS, permanece baixo.
- No navio MV Hondius, seis dos oito casos suspeitos foram confirmados, com três mortes a bordo; autoridades indicam que a transmissão fora do navio pode ter ocorrido.
- Até o momento, não há transmissão pessoa a pessoa confirmada no Brasil; hantavírus é transmitido principalmente por roedores através de aerossóis, urina, fezes ou saliva.
Brasil confirmou 7 casos de hantavírus em 2026, segundo dados do Ministério da Saúde apurados pelo g1. A maioria ocorreu sem relação com o surto em cruzeiro na América do Sul.
Para o Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde confirmou nesta sexta-feira (8) dois casos: Pérola d’Oeste e Ponta Grossa. Ambos contraíram o vírus por contato com roedores silvestres e não têm ligação com o navio que esteve na Argentina.
Os casos no estado seguem sob investigação: outros 11 permanecem em análise, e 21 foram descartados, conforme a Sesa. O Ministério da Saúde informa que o risco global de transmissão continua baixo.
A OMS reitera que o surto no navio ainda é estudado, sem impacto direto no Brasil. Até agora, nenhum caso humano no país demonstra transmissão entre pessoas.
Nove genótipos de Orthohantavírus já foram identificados em roedores silvestres no Brasil ao longo dos anos. Não há evidência de transmissão pessoa a pessoa entre os casos brasileiros.
O hantavírus pode provocar hantavirose, com sintomologia que varia de inespecífica a SCPH, que envolve possível comprometimento cardíaco. Sintomas comuns: febre, fadiga, dores musculares, cabeça e abdômen.
A transmissão ocorre principalmente pela inalação de aerossóis de urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Outras vias podem incluir contato com feridas ou mucosas, ou menos frequentemente, transmissão entre pessoas.
Não há tratamento específico para hantavírus; o manejo é sintomático. Profissionais expostos devem usar EPIs. Em quadros graves, podem ser internações em UTI e suporte respiratório.
O navio MV Hondius acumula casos confirmados da doença entre passageiros. Três pessoas morreram. A OMS ressalta que a ameaça permanece baixa, e que novos casos podem surgir devido ao longo período de incubação.
Casos suspeitos fora do cruzeiro seguem sob monitoramento na França, Holanda e Singapura. Autoridades locais investigam pacientes que não estiveram no navio, para identificar possíveis evoluções da doença.
O Ministério da Saúde reforça a necessidade de vigilância de roedores em áreas urbanas e rurais, além de orientar profissionais de saúde sobre diagnóstico e manejo de hantavírus.
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