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Efeitos de passar muitas horas sentado e como mitigá-los

Ficar sentado por longas horas eleva riscos cardiometabólicos e reduz energia; pausas de dois a cinco minutos a cada trinta a sessenta minutos ajudam a mitigar impactos

Os efeitos no corpo de passar muitas horas sentado e como combatê-los
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  • Ficar muito tempo sentado está ligado a riscos à saúde, como doenças cardiometabólicas, diabetes tipo 2 e mortalidade prematura.
  • Inatividade física e sedentarismo não são a mesma coisa: é possível ser ativo e ainda assim passar horas sentado.
  • Levantar-se por dois a cinco minutos a cada trinta a sessenta minutos pode melhorar o metabolismo da glicose e reduzir riscos cardiometabólicos.
  • Mudanças no ambiente de trabalho, como mesas com altura regulável e pausas para se mover, ajudam a reduzir o tempo sentado. Reuniões em movimento também são adotadas por algumas organizações.
  • Estudos no Reino Unido indicam que essas medidas podem reduzir o tempo diário sentado em cerca de uma hora a uma hora e meia, com benefícios para energia, concentração e bem-estar.

O excesso de tempo sentado pode impactar seriamente a saúde. Pessoas que passam longas horas em mesas ou diante de telas estão mais expostas a risco de doenças cardiometabólicas, diabetes tipo 2 e morte prematura. Mesmo quem pratica exercícios regularmente pode ter danos se ficar sentado por muito tempo.

A explicação está no funcionamento do corpo: a atividade muscular diminui quando não há movimento, reduzindo a captação de glicose pelo sangue. O metabolismo de gorduras desacelera, elevando a possibilidade de 발생 de resistência à insulina e de acúmulo de gordura abdominal. Além disso, o fluxo sanguíneo fica menos eficiente, o que pode afetar a pressão arterial.

O sedentarismo não é apenas ausência de treino. A inatividade física envolve não praticar exercícios suficientes, enquanto o sedentarismo descreve longos períodos inertes ao longo do dia. Diretrizes recomendam pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana, ou 75 minutos de atividade intensa.

A relação entre ficar sentado e dores musculoesqueléticas é direta: má postura, ombros tensionados e lombalgia são comuns entre quem trabalha sentado por longos períodos. Consequentemente, desconfortos costumam acompanhar a rotina de escritório.

O efeito não fica apenas no corpo. A inatividade prolongada pode reduzir estado de alerta, concentração e energia, prejudicando a produtividade. Estudos globais associam a prática excessiva de tempo sentado a milhares de óbitos anuais.

Pequenas mudanças

Algumas medidas simples ajudam a mitigar os efeitos: levantar-se por 2 a 5 minutos a cada 30 a 60 minutos, ou alternar entre sentado e em pé. Reuniões em movimento, lembretes para alongar e pausas entre tarefas já são adotadas por algumas organizações.

O design do ambiente de trabalho também importa. Mesas com altura regulável, escadas acessíveis e trajetos que incentivem a movimentação ajudam a reduzir o tempo sentado ao longo do dia.

Estudo em escritórios do Reino Unido mostrou que tais medidas podem reduzir o tempo diário sentado em cerca de uma hora a uma hora e meia. Funcionários relataram mais energia, melhor concentração e bem-estar musculoesquelético.

A mensagem é clara: exercícios ajudam, mas não substituem a necessidade de reduzir períodos sentados. Pequenas mudanças na jornada de trabalho podem trazer ganhos significativos de saúde a longo prazo.

Este conteúdo é uma adaptação de artigo do The Conversation, com informações reputadas sobre os efeitos do sedentarismo. Credits: Samina Akhtar, doutoranda em População e Saúde Pública.

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