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Hantavírus no Brasil: casos no Paraná ligados a cruzeiro, entenda

Ministério da Saúde confirma: no Brasil não há circulação da cepa Andes nem transmissão entre pessoas; casos no Paraná não estão ligados ao cruzeiro

País não teve infecções relacionadas ao surto no navio nem registro da cepa Andes, que é transmissível entre humanos
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  • Brasil teve sete casos confirmados de hantavírus neste ano até 27 de abril, com mortes em Minas Gerais; as infecções ocorreram no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais, sem relação com o surto no cruzeiro.
  • Não há registro da circulação da cepa Andes no Brasil, cuja transmissão entre pessoas ocorreu no navio; os casos humanos no país não apresentam transmissão entre pessoas.
  • Os dois casos registrados no Paraná neste ano não estão ligados ao surto do cruzeiro e não envolvem a cepa Andes; os casos são da cepa silvestre, transmitida por roedores, e não houve surto.
  • O Paraná confirmou que 21 casos já foram descartados e 11 seguem em investigação; não há circulação da cepa Andes no estado.
  • Desde 1993, o Brasil registrou 2.412 casos e 926 óbitos; em 2025 foram 35 casos e 15 mortes, menor registro na série histórica recente.

Em meio a casos de hantavírus reportados em um cruzeiro no Atlântico e à preocupação com o vírus no Brasil, o Ministério da Saúde atualizou o panorama epidemiológico. O país teve sete casos confirmados da doença até 27 de abril deste ano, todos sem relação com o surto a bordo do navio. As infecções ocorreram no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais, com uma morte registrada em Minas.

Segundo o Ministério da Saúde, não há circulação da cepa Andes no Brasil. A variante associada ao episódio de transmissão entre pessoas identificadas no navio não circula no território nacional, e os casos humanos não apresentam transmissão entre pacientes. O ministério destaca que a situação está sob controle.

No Paraná, dois casos confirmados neste ano não guardam relação com o surto do cruzeiro, segundo a Secretaria Estadual da Saúde. As ocorrências foram registradas em Pérola d’Oeste e Ponta Grossa. A pasta informou que outros 21 casos foram descartados e 11 permanecem em investigação no estado.

A infectologista Elba Lemos, referência em hantaviroses, explica que no Brasil não circula a cepa Andes por causa da ausência do roedor específico que a mantém na natureza. Ela ressalta que, mesmo com a entrada eventual da cepa, a contenção rápida impediria surto de grande proporção, pois o vírus dependeria daquele roedor para se manter localmente.

Desde a identificação da doença, em 1993, o Brasil registrou nove genótipos de hantavírus em roedores silvestres, sem transmissão entre pessoas. Boletim epidemiológico de 2024 lista Rocos como genótipos ativos no país, com distribuição regional.

Dados do Ministério da Saúde indicam tendência de queda no número de casos nos últimos anos. Em 2025, o país registrou 35 casos e 15 óbitos, menor patamar da série histórica recente. O órgão reforça a necessidade de diagnóstico e contenção rápida em casos importados para evitar transmissão.

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