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Os efeitos de ficar sentado por longas horas e como combatê-los

Sedentarismo no trabalho eleva risco cardiometabólico e reduz concentração; pequenas interrupções e mesas ajustáveis podem mitigar efeitos

Uma mulher sentada à mesa coloca as mãos atrás das costas em sinal de dor
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  • Ficar sentado por longos períodos pode reduzir o fluxo sanguíneo, desregular o metabolismo e aumentar o risco de doenças cardiometabólicas, diabetes tipo dois e morte prematura, mesmo quem pratica exercícios.
  • Sedentarismo não é a mesma coisa que inatividade física: é possível estar ativo e passar grande parte do dia sentado.
  • Movimentar-se dois a cinco minutos a cada 30 a 60 minutos pode melhorar o metabolismo da glicose e reduzir o risco cardiometabólico.
  • Mudanças no ambiente de trabalho, como mesas com altura regulável e incentivo a subir escadas, ajudam a reduzir o tempo sentado e elevam energia e concentração.
  • Globalmente, a inatividade física contribui para entre quatro e cinco milhões de mortes por ano, tornando reduzir o tempo sentado um objetivo importante de saúde pública.

Os efeitos de ficar sentado por longos períodos no ambiente de trabalho vão além do conforto. O sedentarismo reduz o fluxo sanguíneo, desregula o metabolismo e pode afetar a concentração e a energia. O problema persiste mesmo quem pratica atividades físicas regularmente.

Estudos mostram que passar muito tempo sentado está ligado a riscos como doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e morte prematura. A inatividade física e o sedentarismo são conceitos diferentes, o que explica por que apenas se exercitar nem sempre contorna o problema.

Mesmo com metas de atividade, permanecer sentado grande parte do dia pode provocar alterações metabólicas e circulatórias. Pequenas interrupções ao longo do expediente podem fazer a diferença.

Problemas cardiometabólicos

O fluxo sanguíneo fica menos eficiente, o que reduz oxigênio e nutrientes aos tecidos. Com o tempo, isso pode elevar a pressão arterial e favorecer alterações como altos níveis de glicose e de colesterol, além de acumular gordura abdominal.

Além disso, a musculatura esquelética sofre com a imobilidade, o que compromete a absorção de glicose. Resultado: maior risco de resistência à insulina e diabetes tipo 2.

Impactos no corpo e no desempenho

O sedentarismo também afeta o sistema musculoesquelético, com sobrecarga no pescoço, ombros e lombar, gerando dores comuns entre quem trabalha sentado. A produção de energia e a vigilância mental também costumam cair.

Valorizando ações simples, movimentos de 2 a 5 minutos a cada 30-60 minutos ajudam a melhorar o metabolismo da glicose e reduzem o risco cardiometabólico. No ambiente de trabalho, mudanças simples podem trazer ganhos.

Medidas e mudanças no ambiente

Medidas simples já adotadas por algumas organizações incluem reuniões em movimento e lembretes para alongar. Pausas rápidas entre tarefas incentivam a movimentação.

O desenho do espaço de trabalho também importa. Mesas ajustáveis e caminhos com escadas estimulam a atividade diária. Pesquisas de escritórios no Reino Unido mostram redução do tempo sentado com essas medidas.

Pequenas mudanças

Praticar exercícios é essencial, mas não compensa sozinho os efeitos da longas horas sentadas. Caminhadas na hora do almoço, ficar em pé em chamadas ou levantar entre reuniões podem fazer diferença real.

A mensagem central é clara: reduzir o tempo sentado durante o trabalho é tão importante quanto buscar atividade física regular. Protege a saúde e melhora o bem-estar.

Este conteúdo foi preparado a partir de estudos e comentários de especialistas, com base em informações do The Conversation.

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