- O Paraná confirmou dois casos de hantavírus em 2026, em Pérola d’Oeste e em Ponta Grossa; o diagnóstico foi confirmado em abril (homem, 34 anos, e mulher, 28 anos, respectivamente).
- O governo estadual garante que esses casos não estão ligados ao surto investigado a bordo de um cruzeiro no Atlântico, que resultou em três mortes até o momento.
- A Secretaria da Saúde não registra circulação no Paraná da cepa Andes, associada a transmissão entre pessoas, e afirma que os casos são da cepa silvestre, transmitida por roedores.
- O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde destacam que o risco global de disseminação do hantavírus permanece baixo; o surto no navio é monitorado, sem impacto direto para o Brasil até agora.
- No Paraná, outros 21 casos suspeitos foram descartados neste ano, e 11 seguem em investigação; no Brasil, nove genótipos de Orthohantavírus foram identificados em roedores, com casos humanos sem transmissão entre pessoas.
O Paraná confirmou dois casos de hantavírus em 2026, segundo a Sesa. Os registros não guardam relação com o surto registrado em um navio de cruzeiro no Atlântico, onde houve mortes. Os pacientes não apresentam vínculo com a cepa Andes.
No Oeste do estado, em Pérola d’Oeste, aparece o primeiro caso: um homem de 34 anos com confirmação em abril. Em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, há uma mulher de 28 anos com diagnóstico confirmado em fevereiro. Ambos seguem estáveis, segundo a secretaria.
A Sesa informa que não houve circulação da cepa Andes no Paraná, associada a transmissão entre pessoas. Os casos identificados são da cepa silvestre, transmitida por roedores infectados, sem evidência de surto local.
A secretaria aponta ainda que, neste ano, houve 21 casos suspeitos descartados e 11 seguem em investigação no estado. Em 2025, o Paraná teve apenas um caso confirmado, em Cruz Machado.
O monitoramento é feito com vigilância ativa e pesquisas ecoepidemiológicas em áreas rurais com confirmação de casos humanos, informou a pasta. César Neves, secretário de Saúde, disse que a situação está sob controle.
O Ministério da Saúde reiterou que não há relação entre os casos do Paraná e o surto no navio. A OMS acompanha o episódio, mas aponta risco global baixo de disseminação do hantavírus até o momento.
Segundo o governo federal, o Brasil não registra circulação da genotipagem Andes. O país identificou nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, sem transmissão entre pessoas em casos humanos até hoje.
Em 2025, o Brasil registrou 35 casos de hantavirose. Neste ano, já são nove confirmações, incluindo os dois casos do Paraná, todos de origem zoonótica e sem transmissão entre pessoas.
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