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Tecnologia transforma pesquisa e exploração mineral

Digitalização avança no setor mineral brasileiro, elevando eficiência, transparência e redução de impactos ambientais com dados geológicos em nuvem e inteligência artificial

Foto: Luís Carlos Gonçalves / DINO
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  • O setor mineral brasileiro acelera a digitalização, com coleta e análise de dados geológicos por dispositivos digitais, softwares e plataformas em nuvem, elevando a eficiência e reduzindo impactos ambientais.
  • A Agência Nacional de Mineração implementou ferramenta de mineração de dados com inteligência artificial e interoperabilidade entre bases governamentais, além de um portal de geoinformação para dados minerários em ambiente único.
  • O Sistema de Geociências do Serviço Geológico do Brasil disponibiliza gratuitamente o maior conjunto de informações geológicas do país, essencial para pesquisas, prospecção e gestão de recursos naturais.
  • A Axía Resources adota tablets, drones e scanners 3D em campo, com Memento Database, QField e Mx Deposit, integrando equipes e operando offline com sincronização posterior; usa ainda Leapfrog e Oasis Montaj por meio de convênios com universidades.
  • Desafios persistem na integração de múltiplas fontes e formatos, na qualidade e padronização dos dados e no processamento de big data, mas há avanços que reduzem retrabalho e aumentam a agilidade, além de ampliar transparência e monitoramento ambiental.

A digitalização avança no setor mineral brasileiro, conectando coleta de dados geológicos a plataformas em nuvem. Dispositivos digitais substituem registros manuais, aumentando a precisão e a velocidade das análises. O objetivo é ampliar eficiência e reduzir impactos ambientais.

Agências públicas lideram a transformação. A ANM implementou ferramenta de mineração de dados com IA e criou um portal de geoinformação que centraliza informações, aumentando transparência no setor. O GeoSGB também disponibiliza gratuitamente o maior conjunto de dados geológicos do país.

Dispositivos portáteis têm ganhado espaço no campo, segundo a Axía Resources. Planos de coleta via tablets, sensores, drones e scanners 3D reduzem erros e permitem registro em tempo real. Softwares de modelagem 3D, IA e ML ajudam a interpretar dados e a reduzir incertezas.

Inovação e gestão de dados

A organização migra informações para bancos de dados centralizados e nuvem. A interoperabilidade entre bases governa análises mais ágeis e confiáveis, com maior capacidade de definição de alvos de perfuração.

Entretanto, ainda existem desafios. A integração de múltiplas fontes, padronização e qualidade de dados exigem esforços contínuos para evitar interpretações equivocadas e decisões de investimento inadequadas.

No campo, a Axía Resources utiliza tablets para geólogos, com software de coleta de dados e visualização. O sistema conecta equipes e permite acompanhar o progresso em tempo real, com operações offline até sincronizar.

Além disso, ferramentas nômades de geociências, como QField e Mx Deposit, ampliam capilaridade de dados. A empresa investe em capacitação, integração entre áreas técnicas e decisões baseadas em evidências.

O uso de soluções em convênios com universidades, como Leapfrog e Oasis Montaj, amplia modelagem de recursos e interpretações geofísicas. Essas iniciativas fortalecem a transparência e a gestão de recursos naturais no Brasil.

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