- O Cânion de Zhemchug fica no Mar de Bering, entre o Alasca e a Sibéria, com profundidade de 2.600 metros.
- É considerado o maior relevo vertical do planeta, superando o Grand Canyon, que chega a 1.857 metros de profundidade.
- A área total é de 11.350 km² e o volume de água contido é de cerca de 5.800 km³.
- A formação remonta ao último período glacial, quando o recuo do Yukon permitiu que a terra cedesse; correntes de turbidez contribuíram para esculpir a fenda.
- Em 2016, a pesquisadora Michelle Ridgway comandou um submarino de 2,4 metros e atingiu 536 metros de profundidade.
O abismo no fundo do mar entre o Alasca e a Sibéria ultrapassa 2.600 metros de profundidade. No Mar de Bering, o Cânion de Zhemchug figura como uma das maiores fendas submersas do planeta, superando em escalaVertical o Grand Canyon.
Essa formação está situada sob as águas frias do Mar de Bering, entre o Alasca e a Sibéria. O Cânion de Zhemchug atinge 2.600 metros de profundidade e ocupa uma área de cerca de 11.350 km², alavancando volumes d’água estimados em 5.8 mil km³.
O título de maior relevo vertical é atribuído a Zhemchug, que se destaca por sua profundidade extrema e pela extensão da bacia drenada. Em comparação, o Grand Canyon chega a 1.857 metros de profundidade, com cerca de 446 km de comprimento.
Dimensões e comparação
No conjunto, o Kroenke Canyon, no Pacífico Ocidental, soma aproximadamente 700 km de extensão, liderando a métrica de comprimento. Já o Cânion de Bering disputa o volume com cerca de 4.300 km³ de água retida, destacando-se pela profundidade máxima.
Aproveitando a salva de dados, a análise apresenta três formações: Zhemchug com 2.600 m de profundidade e 160 km de comprimento; Grand Canyon com 1.857 m de profundidade e 446 km; Kroenke com extensão de cerca de 700 km.
Origem geológica
A origem da trincheira remonta ao último período glacial, quando o nível dos oceanos estava 100 a 120 metros abaixo do atual. A elevação subsequente fez o terreno afundar, criando uma plataforma costeira hoje submersa.
Correntes de turbidez começaram a moldar as paredes, arrastando sedimentos e rochas. Esse processo erosivo milenar configurou a fenda em paredes íngremes, com relevos abruptos que persistem até hoje.
Ecossistema e vida marinha
A fenda abriga um ecossistema rico em nutrients, impulsionado por upwelling, que eleva água fria e mineralizada à superfície. Espécies como corais de água fria, esponjas e peixes de alto valor comercial aparecem ao longo das paredes.
Bacalhaus do Pacífico e halibutes também ocupam os calcários próximos, enquanto as correntes profundas sustentam habitats diversos. A dinâmica favorece comunidades biológicas extraordinárias no ambiente extremo.
Exploração humana e mapeamento
Em 2016, a pesquisadora Michelle Ridgway conduziu um mergulho com um submersível de 2,4 metros, alcançando 536 metros de profundidade. O feito destacou os limites da exploração em trincheiras abissais e a importância do mapeamento batimétrico.
Especialistas explicam que mapeamentos computacionais são cruciais para entender a topografia da depressão. Estudos geofísicos ajudam a revelar contornos precisos e padrões de erosão da formação.
Panorama para o futuro
Novos recursos tecnológicos, como radares acústicos de alta frequência, devem gerar mapas tridimensionais mais precisos da crosta oceânica. Essas informações fortalecem políticas públicas de preservação e o manejo sustentável de ecossistemas marinhos profundos.
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