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Artemis 2 utilizou relógio brasileiro para monitorar saúde em viagem lunar

Actígrafo brasileiro monitora sono de astronautas na Artemis 2, fornecendo dados sobre ritmo circadiano no espaço e fortalecendo pesquisas de sono.

Relógio inteligente com pulseira preta e visor quadrado repousa sobre bancada azul ao lado de duas placas de circuito eletrônico com múltiplos componentes montados.
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  • Artemis 2 utilizou o actígrafo brasileiro para monitorar a saúde dos astronautas; o dispositivo mede exposição à luz, temperatura da pele no pulso e atividade do braço e é o único produzido no Brasil.
  • O aparelho foi criado na USP pelo Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos, para estudos de sono e cronobiologia.
  • Os criadores da Condor Instruments souberam da utilização apenas no dia do lançamento, 1º de abril; a NASA havia aprovado o voo no fim do ano anterior.
  • Hoje o actígrafo é usado em experimentos para coletar dados de sono em grandes amostras, contribuindo para entender a fisiologia durante missões sem referências terrestres.
  • A Condor Instruments pretende continuar aprimorando o dispositivo, que tem aplicação principal na Europa e nos Estados Unidos, além de manter portas abertas para futuras missões da NASA.

O Artemis 2 contou com um relógio brasileiro para monitorar a saúde dos astronautas durante a viagem ao redor da Lua. O actígrafo, desenvolvido na USP, foi utilizado pela primeira missão tripulada do programa Artemis, na tentativa de entender padrões de sono e vigília no espaço.

A unidade foi criada por docentes e ex-alunos da universidade, no âmbito do Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos. O objetivo original era estudar sono e cronobiologia, com foco na temperatura corporal medida pelo punho, além da exposição à luz e da atividade do braço.

Os produtores da Condor Instruments souberam em 1º de abril, dia do lançamento, que o dispositivo embarcaria na missão. A parceria com a Nasa já havia começado em 2023, mas só houve confirmação de voo no fim do ano anterior.

Desenvolvimento no ambiente acadêmico

O actígrafo funciona preso ao punho e registra dados sobre luz, temperatura da pele e movimento do antebraço. Segundo os seus criadores, trata-se do único modelo desenvolvido no Brasil a ser utilizado pela Nasa em uma missão espacial.

A ideia nasceu no trabalho do GMDRB, grupo da USP, que na época estudava como ajustar o relógio biológico em diferentes condições. Profissionais da EACH participaram do projeto, conectando cronobiologia com aplicações práticas.

A Condor Instruments, criada por Okamoto e Rossi, ampliou a produção do protótipo para uso científico. Os fundadores ingressaram no ecossistema de inovação da USP com apoio de recursos da Fapesp no início da década. Hoje, a empresa comercializa os dispositivos principalmente na Europa e nos Estados Unidos.

Perspectivas e impactos

O uso em Artemis 2 permitiu obter dados sobre como o corpo reage a ambientes com pouca referência temporal. Os pesquisadores destacam a importância de ampliar a coleta de dados em grandes amostras para avaliar a saúde de equipes em missões futuras.

Entre as possíveis aplicações, o grupo aponta melhorias no monitoramento contínuo da saúde em missões mais longas. Estudos recentes indicam que alterações de temperatura da pele podem preceder o sono em alguns minutos, abrindo caminho para novos protocolos de cronobiologia.

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