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Cientistas criam zíper de três lados que forma estruturas rígidas

Zíper de três lados, criado no MIT, gera estruturas com rigidez variável, usadas em tendas, robôs e dispositivos médicos

O zíper em Y criado pelo usuário parecerá "mudar de forma" no mundo real. Quando aberto, pode se parecer com uma lula com três tentáculos espalhados e, quando fechado, torna-se uma estrutura mais compacta.
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  • Pesquisadores do MIT fizeram avançar o conceito do zíper de três lados, conhecido como Y-zipper, que foi proposto pela primeira vez em 1985 pelo engenheiro William T. Freeman.
  • O dispositivo tem três fileiras de dentes e, com o cursor, pode interligar as três filas para formar estruturas com rigidez variável, potencialmente acionadas por motor.
  • Em aplicações já demonstradas, há desde tendas que se montam em pouco mais de um minuto até dispositivos ortopédicos ajustáveis, uma flor robótica que se abre sozinha e um robô quadrúpede com altura das pernas ajustável.
  • Os cientistas desenvolveram um software de modelagem para planejar dobras e movimentos, incluindo quatro primitivas de movimento (reto, curvo, espiral e parafuso) para facilitar a fabricação com impressão 3D.
  • Em testes de fadiga, o zíper fechado ficou 160 vezes mais rígido; um cubo de 120 gramas conseguiu suportar até 6 quilos, demonstrando durabilidade e potencial de uso diário e em áreas como reabilitação médica.

O MIT divulgou o desenvolvimento de um zíper de três lados capaz de alternar entre flacidez e rigidez com alta eficiência. O projeto, batizado de Y-zipper, foi apresentado em um estudo publicado em abril.

A equipe liderada pelo engenheiro elétrico William T. Freeman, hoje professor no MIT, resultou da retomada de uma ideia proposta nos anos 1980. Freeman havia sugerido o conceito em 1985, em um anúncio da Innovative Design Fund.

O funcionamento envolve um zíper com três fileiras de dentes, que se interligam por meio de um cursor acoplável. A estrutura pode ser desviada entre estados rígidos e flexíveis, abrindo portas para aplicações diversas, incluindo robótica e mobiliário.

A pesquisa utiliza modelagem e impressão 3D para criar itens com rigidez variável. Um software próprio permite definir comprimento, direção e ângulo de dobra, além de quatro modos de movimento: reto, curvo, em espiral e rotação.

Em testes de fadiga, o atuador abriu e fechou uma amostra reta por 1 dia e 15 horas, repetindo cerca de 18 mil ciclos. No estado fechado, o componente mostrou aumento de rigidez de até 160 vezes.

Estruturas demonstradas incluíram uma tenda que se monta em cerca de um minuto e um cubo que suporta até 6 kg. Os pesquisadores também exploraram aplicações médicas, como munhequeiras para reabilitação, e robótica, com pernas de um quadrúpede capaz de ajustar altura.

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