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Computação quântica avança e IA entra numa nova era de velocidade

IBM afirma que quânticos já rendem até 3.000 vezes mais e prevê ganho de até 20 mil vezes até 2029, com quantum advantage até fim de 2026

Computador quântico da IBM em laboratório da empresa nos Estados Unidos: companhia prevê ampliar uso comercial da tecnologia até 2029 (ANGELA WEISS/Getty Images)
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  • A IBM afirma que os novos computadores quânticos podem alcançar até treze mil e cem? [Careful; it’s 3.000x] ganhos em simulações científicas e prevê salto de até 20 mil vezes na capacidade até o fim da década.
  • O laboratório da IBM no MIT passou a se chamar MIT‑IBM Computing Research Lab, sinalizando foco expandido de IA para computação quântica.
  • A IBM mantém sete QPUs em operação, com o processador mais recente, o Nighthawk, tendo 120 qubits e disponível para clientes na IBM Quantum Platform.
  • Em 6 de maio, a parceria com a Q‑CTRL mostrou uma simulação de materiais em um processador quântico de 120 qubits até 3.000 vezes mais rápida que a versão clássica equivalente.
  • Os próximos marcos são o processador modular Kookaburra em 2026 e o computador tolerante a falhas Starling, com 10.000 qubits físicos, previsto para 2029, mirando um salto de cerca de 20.000 vezes no poder de processamento.

Num laboratório da IBM, dentro do campus do MIT em Cambridge, Massachusetts, pesquisadores explicam a nova era da computação quântica. O foco é transformar teoria em prática, com aplicações científicas e industriais.

A IBM já opera sete computadores quânticos, combinando QPUs com CPUs e GPUs. O modelo mais recente, o Nighthawk, tem 120 qubits e está disponível para clientes via IBM Quantum Platform. A ideia é ampliar o uso comercial até 2029.

No dia 29 de abril, a IBM renomeou o laboratório de MIT-IBM Watson AI Lab para MIT-IBM Computing Research Lab, sinalizando expansão para IA e computação quântica, com foco em modelos híbridos de IA e quantum.

Progresso atual e impacto

A parceria entre IBM e a Cleveland Clinic já rendeu aplicações na simulação de proteínas com até 12.635 átomos, ampliando perspectivas na farmacologia e no desenho de medicamentos.

Em 6 de maio, a parceria com a australiana Q-CTRL divulgou uma marca histórica: uma simulação de materiais relevantes para energia, rodando a 120 qubits, foi 3.000 vezes mais rápida que a melhor solução clássica. Os resultados envolvem supercondutores a temperatura ambiente.

A comorbada corrida tecnológica envolve o conceito de Quantum Advantage, ou vantagem quântica prática. A IBM prevê demonstrar esse patamar de forma verificável até o fim de 2026, segundo seu roadmap.

Rumos para a próxima década

O próximo marco é o processador modular Kookaburra, ainda em 2026, seguido pelo Starling, um computador tolerante a falhas em grande escala, com 10.000 qubits físicos. O objetivo é chegar a 100 milhões de operações quânticas em 200 qubits lógicos, até 2029.

Conforme a IBM avança, concorrentes como Google, Microsoft e grandes players chineses tentam escala e confiabilidade. A meta é tornar o uso de computadores quânticos comum para empresas e consumidores, de forma integrada ao ecossistema tecnológico.

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