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Funasa inicia monitoramento da qualidade da água no Rio Doce

Funasa assume monitoramento do Rio Doce em 173 pontos a partir deste sábado, assegurando continuidade de dados e proteção à saúde

Os testes vão verificar parâmetros essenciais da água, como níveis de cloro, pH, turbidez e a presença de microrganismos ligados à contaminação, como coliformes totais; na imagem, trecho do Rio Doce
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  • A Funasa vai monitorar a qualidade da água do Rio Doce a partir de sábado, 9 de maio de 2026, em 173 pontos que abrangem 32 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo.
  • A atividade substitui a antiga gestão pela Fundação Renova, extinta em outubro de 2024, após acordo entre governo federal e mineradoras.
  • A operação envolverá 15 profissionais, 3 unidades móveis e duas rotas em Minas Gerais e uma no Espírito Santo, com bases de análise nas UMCQA (Controle da Qualidade da Água para Consumo Humano).
  • Serão analisados parâmetros como cloro, cloro residual, pH, turbidez e microrganismos indicadores, como coliformes totais e Escherichia coli, em análises de “análise sentinela”.
  • A coleta da primeira campanha ocorre entre 9 e 16 de maio, com ações mensais subsequentes e previsão de consolidar resultados nas primeiras semanas de operação.

A Funasa vai monitorar a qualidade da água do Rio Doce a partir deste sábado, 9 de maio de 2026, em 173 pontos distribuídos por 32 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. O objetivo é acompanhar parâmetros como cloro, pH, turbidez e microrganismos indicativos de contaminação.

A ação marca a transição da gestão de monitoramento da Fundação Renova para a Funasa, vinculada ao Ministério da Saúde. A Renova foi extinta oficialmente em outubro de 2024, após acordo entre governo federal e mineradoras, mas permaneceu responsável pelas atividades até então.

A mudança foi viabilizada por meio de um Acordo de Cooperação Técnica firmado em abril entre a Funasa e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS. A iniciativa pretende assegurar a continuidade do monitoramento da bacia e ampliar a produção de dados sobre a qualidade da água para a saúde das comunidades afetadas.

Ações e logística

Equipes da Funasa já performaram reconhecimento técnico em toda a bacia, com foco em Governador Valadares, em Minas Gerais, e São Mateus, no Espírito Santo. Foram mapeados pontos de coleta e estruturadas rotas de atuação.

Segundo Artur de Souza Moret, coordenador-geral da Funasa, a operação envolve 15 profissionais e 3 unidades móveis para o Controle da Qualidade da Água para Consumo Humano (UMCQA), distribuídas em duas rotas em Minas e uma no Espírito Santo. As unidades funcionarão como bases de análise.

Metodologia e prazos

As unidades móveis realizarão coletas e apoiarão equipes de campo na identificação de áreas-alvo. O modelo facilita o processamento rápido de dados e a cobertura simultânea da bacia. As amostras seguirão para análise sentinela para detecção precoce de riscos à saúde.

Parâmetros analisados incluem cloro, cloro residual, pH, turbidez e a presença de microrganismos como coliformes totais e Escherichia coli. As análises complementares serão feitas em laboratórios fixos da Funasa.

Cronograma de coleta

A primeira campanha de coleta começa neste sábado e vai até 16 de maio. Após esse período, as coletas serão mantidas mensalmente, com a expectativa de consolidar os primeiros resultados nas semanas iniciais de operação.

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