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Lunar Gateway: do futuro da NASA a amontoado de metal corroído

Após cancelamento, dois módulos habitáveis do Lunar Gateway apresentam corrosão, levantando dúvidas sobre reaproveitamento e custos adicionais

Imagem de capa | NASA | Northrop Grumman
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  • O Lunar Gateway, estação lunar em órbita, foi oficialmente cancelado após o corte de financiamento do governo dos EUA.
  • Dois módulos habitáveis já fabricados apresentaram corrosão, o que complicaria qualquer reaproveitamento em bases na superfície lunar.
  • A Northrop Grumman atribuiu o problema à Thales Alenia Space, acusando a empresa de ter construído a estrutura principal dos módulos.
  • A Thales Alenia Space reconheceu o problema em comunicado, mencionando um “comportamento metalúrgico bem conhecido” detectado nos módulos.
  • O debate sobre o reaproveitamento dos módulos permanece, com dúvidas sobre a viabilidade de utilizá-los de outras formas.

O Lunar Gateway, estação lunar em órbita planejada como escala estratégica para viagens ao satélite, foi oficialmente cancelado após a retirada do financiamento do governo dos EUA. O projeto enfrentou atrasos desde o início e, hoje, permanece como tema de debate no setor espacial.

Dois módulos habitáveis, já fabricados e prontos para lançamento, sofreram corrosão. Caso o plano tivesse avançado, a situação teria gerado ainda mais dificuldades operacionais para a utilização em bases lunares. A discussão ganhou contornos técnicos e financeiros.

A empresa responsável pelo desenvolvimento dos módulos, Northrop Grumman, pediu à NASA que os produtos fossem reaproveitados nas bases lunares. Em resposta, o administrador da NASA, Jared Isaacman, afirmou que os módulos não podiam ser usados devido à corrosão detectada.

A Thales Alenia Space, contratada para construir a estrutura principal, foi citada pela Northrop Grumman como responsável por parte do problema. A empresa franco-italiana inicialmente não se manifestou, mas, dias depois, informou ter detectado um comportamento metalúrgico bem conhecido naquelas peças.

Em nota, a Thales reconheceu a existência da corrosão, indicando que o problema envolve propriedades do metal utilizadas nos componentes estruturais. A agência não divulgou cronograma para avanços ou retorno de recursos ao programa.

O episódio reacende o debate sobre reaproveitamento de tecnologia e o custo-benefício de projetos de longa duração no espaço. Autoridades reforçam a necessidade de avaliação técnica rigorosa antes de qualquer decisão sobre uso de módulos.

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