- Pesquisa da FM‑USP, com apoio da Fapesp, avalia esponja absorvível com melatonina para melhorar enxerto ovariano autólogo em modelo com ratas, visando preservar fertilidade de pacientes oncológicos.
- Em estudo experimental, há retorno da função ovariana em todos os animais após transplante, tanto no grupo com esponja controle quanto no grupo com melatonina.
- Nos animais que receberam melatonina, ocorreu maior vascularização e menor apoptose nos corpos lúteos, sem inflamação ou fibrose.
- O método pode ser feito sem atrasar o tratamento oncológico e não depende do ciclo menstrual nem da presença de parceiro, sendo uma opção para crianças e adolescentes.
- Pesquisadores apontam a melatonina como uma das substâncias a ser explorada no enxerto, ao lado de antioxidantes e outros tratamentos regenerativos; mais estudos são necessários.
O uso de melatonina, administrada por uma esponja absorvível, aumentou a efetividade do transplante de tecido ovariano autólogo. O estudo envolve preservação de fertilidade em crianças, adolescentes e pacientes com contraindicação ou sem tempo para estimulação hormonal.
Pesquisadores do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da FM-USP conduziram a pesquisa, com apoio da Fapesp. O método envolve retirar tecido ovariano, congelar e, depois da quimioterapia, descongelar e transplantar para restaurar fertilidade e função hormonal.
O experimento empregou modelo animal em ratas, com retirada dos ovários, criopreservação e transplante autólogo, ectópico e avascular. A comparação ocorreu entre esponja com meio de cultura e com melatonina.
Destaques do desenho experimental
As ratas foram divididas em dois grupos: esponja com meio de cultivo e com melatonina. Acompanhamento de 30 dias incluiu coletas diárias de esfregaços vaginais para monitorar o retorno da função ovárica.
Ao final, os ovários transplantados apresentaram retorno da função em todos os animais. A aplicação de melatonina elevou a vascularização e reduziu a apoptose nos corpos lúteos.
Não houve inflamação nem fibrose associadas ao transplante, o que contribui para maior viabilidade do enxerto ovariano em procedimentos de preservação da fertilidade. O estudo avança no entendimento de estratégias menos invasivas.
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