- Pernambuco tem formações vulcânicas com mais de 100 milhões de anos no Grande Recife e no Litoral Sul.
- Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho e Sirinhaém apresentam rochas associadas ao período em que África e América do Sul começaram a se separar, na Era Cretácea.
- Não existe risco de erupção; a região está em área tectônica estável.
- No Litoral Sul ainda é possível ver neck vulcânico, como em Ipojuca, próximo à Usina Ipojuca.
- No Sertão, Serra Preta, em São José do Egito, é chamada de vulcão abortado; em Paulista há sedimentos do impacto do meteoro que atingiu a Terra há cerca de 66 milhões de anos, no Geossítio Mina Poty.
Muitos não sabem, mas áreas de Pernambuco guardam vestígios de antigas atividades vulcânicas com mais de 100 milhões de anos. Em partes do Grande Recife e do Litoral Sul, rochas associadas ao período de separação entre África e América foram identificadas por pesquisadores. O estudo aponta formação rocha lá como resultado de antiga vulcanismo.
Cidades como Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho e Sirinhaém apresentam estruturas rochosas ligadas à Era Cretácea, quando dinossauros ainda existiam. Os vestígios ajudam a entender o relevo e a vegetação atuais da região.
Em Ipojuca, o que se chama neck vulcânico persiste próximo à Usina Ipojuca, atraindo estudantes e pesquisadores. Os moradores convivem com as estruturas há gerações, sem perceberem a ligação com a história geológica local.
Risco de erupção
Especialistas asseguram que não há risco de erupções em Pernambuco. O geólogo Gorki Mariano, da UFPE, explica que o Brasil está num eixo tectônico estável hoje. O vulcanismo histórico ocorreu durante a formação da Bacia de Pernambuco.
A pesquisa reforça que as atividades foram antigas, decorrentes da separação dos continentes. O magma circulou em áreas que compõem o que hoje é a costa pernambucana, sem impactos recentes.
Neck vulcânico
Ainda no Litoral Sul, algumas estruturas que parecem gargantilhas de rocha confirmam o passado vulcânico. O formato indica solidificação do magma dentro da garganta de antigos vulcões, deixando marcas duradouras no solo.
Em Ipojuca, perto da região da Usina, essas formações são objeto de visitação educativa. Pesquisadores destacam o valor didático dessas estruturas para o estudo geológico regional.
Sertão e Serra Preta
Pesquisas também identificaram vestígios no Sertão, incluindo São José do Egito. A Serra Preta é descrita como um vulcão abortado, onde o magma não atingiu erupção completa, mas deixou marcas no relevo.
Tais vestígios ajudam a explicar variações na vegetação e no solo do Litoral Sul. Os solos vulcânicos costumam ser ricos em minerais, contribuindo para áreas mais férteis.
Sedimentos de meteoro
Em Paulista, no Grande Recife, foram encontrados sedimentos ligados ao meteoro que atingiu a Terra há cerca de 66 milhões de anos. O registro está no Geossítio K-Pg Mina Poty, um dos poucos locais com esse tipo de evidência no mundo.
As informações corroboram a compreensão de eventos pré-históricos que moldaram o planeta. Pesquisadores destacam a importância do conjunto de vestígios para o estudo geológico regional.
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