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Assimetria na cabeça do bebê: quando é comum e quando preocupar

Plagiocefalia é comum nos primeiros meses e requer avaliação médica para diferenciar entre posicional e sinostótica e orientar tratamentos

O formato da cabeça do bebê merece atenção nos primeiros meses de vida
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  • Plagiocefalia é a assimetria no contorno da cabeça do bebê nos primeiros meses, normalmente relacionada à posição dele ao dormir ou ficar apoiado no mesmo lado.
  • Pode ser posicional (sem alterações ósseas) e costuma ter tratamento simples: reposicionamento, tempo de barriga para baixo supervisionado, fisioterapia e, às vezes, capacete ortopédico.
  • Existe também a plagiocefalia sinostótica, causada pelo fechamento precoce de suturas cranianas, com alterações ósseas e potencial impacto no desenvolvimento, exigindo avaliação médica e, se necessário, exames de imagem.
  • Qualquer assimetria deve ser avaliada por um especialista, pois a aparência pode enganar e o diagnóstico orienta o tratamento.
  • Procure avaliação especializada ao observar mudanças progressivas, assimetria persistente ou rigidez no crânio; casos posacionais têm intervenções simples, enquanto estruturais demandam encaminhamento adequado.

A plagiocefalia, ou assimetria no contorno do crânio do bebê, pode aparecer nos primeiros meses de vida. O fenômeno aparece quando um lado da cabeça fica achatado ou quando o formato parece irregular. Em muitos casos, está relacionado à posição em que o bebê permanece por longos períodos.

Embora comum e, em muitos casos, reversível com medidas simples, o quadro pode ter causas menos óbvias. Existe a plagiocefalia posicional, causada pela pressão externa, e a sinostótica, ligada ao fechamento precoce de suturas cranianas. Ambas exigem avaliação especializada para tratamento adequado.

A médica Dra. Clarice Abreu ressalta que nem toda alteração representa problema estrutural. A aparência pode ser parecida, mas as causas variam. Por isso, toda assimetria deve ser avaliada para descartar condições mais complexas.

Dados da American Association of Neurological Surgeons apontam o aumento da plagiocefalia posicional após a recomendação de manter bebês de barriga para cima para reduzir a síndrome da morte súbita. Os pais devem alternar posições e incentivar o movimento do bebê ao longo do dia.

Na plagiocefalia posicional, não há alteração óssea. O tratamento envolve mudanças na rotina: reposicionamento, tempo de barriga para baixo supervisionado e, em alguns casos, fisioterapia. O uso de capacete ortopédico pode ser indicado, mas a cirurgia não é necessária.

Já na plagiocefalia sinostótica, o fechamento precoce de suturas cranianas pode impedir o crescimento normal da região, gerando deformidades progressivas e, às vezes, impacto no desenvolvimento cerebral. A avaliação com especialista e exames de imagem orientam o diagnóstico e as opções de tratamento.

A identificação precoce facilita o manejo. Mudanças progressivas, assimetria persistente ou rigidez no crânio são sinais que devem ser investigados por profissionais. Em quadros posicional, o tratamento costuma ser simples; em estruturais, há planejamento especializado.

O aconselhamento correto evita ansiedade familiar e apoia decisões conscientes ao longo do desenvolvimento infantil. Em caso de dúvida, procure avaliação pediátrica para confirmar se a assimetria é uma adaptação passageira ou requer intervenção.

Por Eluan Carlos

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