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Donos de carros elétricos relatam queda de autonomia após atualização remota

Atualizações remotas reduzem autonomia e tempo de recarga em carros elétricos; China investiga o chamado bloqueio de bateria e seus impactos no desempenho

Carregador da BYD com 1.500 kW de potência — Foto: André Schaun/Autoesporte
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  • Em atualização remota, fabricantes teriam alterado o gerenciamento da bateria para reduzir riscos de incêndio, o que diminuiu a autonomia dos veículos.
  • Carros homologados para 500 km no ciclo chinês CLTC entregariam menos de 300 km na prática, e o tempo de recarga rápida passou de 40 para 70 minutos em alguns casos.
  • A China Media Group revelou o chamado “bloqueio de bateria”; BYD, Tesla e Zeekr negaram as acusações, enquanto a reportagem cita oito fabricantes convocadas e três sob investigação.
  • A China Association of Automobile Manufacturers afirmou que não havia fonte oficial para as acusações, mas o governo estaria investigando o tema.
  • No Brasil, não há indícios de updates desse tipo nos carros vendidos localmente; o assunto acende debate sobre gerenciamento térmico de baterias.

O tema ganhou destaque na China após relatos de usuários de carros elétricos sobre perda de autonomia após atualizações de software via OTA. A prática, chamada de bloqueio de bateria, reduz potência de recarga e limita a autonomia real do veículo.

Ao longo de uma investigação da China Media Group, surgiram relatos de fabricantes alterando configurações do sistema de gestão da bateria sem comunicação clara aos clientes. As mudanças ocorrem por meio de atualizações remotas.

Veículos homologados para alimentar 500 km no ciclo chinês CLTC teriam entregado menos de 300 km em uso real. Em alguns casos, o tempo de recarga rápida passou de 40 para 70 minutos, segundo as denúncias de proprietários.

Fabricantes como BYD, Tesla e Zeekr negaram as acusações de bloqueio de baterias sem autorização. A reportagem também indicou que oito fabricantes teriam sido convocados por órgãos reguladores, com três sob investigação, nomes não divulgados.

A China Association of Automobile Manufacturers afirmou que as acusações não tinham fonte oficial. Ainda assim, informações indicam que o governo realiza investigações sobre o tema.

A discussão reacende o debate sobre segurança e desempenho de carros elétricos. Pesquisas citadas pela imprensa apontam que reduzir o uso da bateria pode diminuir riscos de incêndio e ampliar a vida útil do componente, mesmo com impactos na autonomia.

Não há evidência de que as atualizações ocorram em veículos vendidos no Brasil. No entanto, o tema persiste, já que modelos chineses representam quase metade das importações do país em certo período, elevando a relevância de eventuais impactos para o mercado local.

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