- Dois passageiros do cruzeiro Hondius foram diagnosticados com hantavírus após desembarque em Tenerife; trata-se de um americano e uma francesa.
- O americano apresentou resultado levemente positivo no exame PCR; a francesa mostrou piora durante o voo e também teve resultado positivo.
- O governo espanhol informou ter adotado todas as medidas para cortar possíveis cadeias de transmissão.
- A Organização Mundial de Saúde mantém o risco à saúde pública global considerado baixo e não vê potencial pandêmico; três passageiros morreram a bordo.
- Repatriação e reabastecimento do navio seguem: 94 dos cerca de 150 passageiros já foram repatriados; os 22 restantes viajarão aos Países Baixos, com quarentena para contatos de alto risco.
Dois passageiros do cruzeiro Hondius foram diagnosticados com hantavírus após desembarque em Tenerife, nas Ilhas Canárias. A confirmação ocorreu nesta segunda-feira, enquanto o navio se preparava para seguir viagem aos Países Baixos. O governo espanhol informou que adotou todas as medidas para cortar possíveis cadeias de transmissão.
O Hondius desembarcou no domingo com 94 ocupantes repatriados. Um americano apresentou resultado levemente positivo no PCR, segundo o Departamento de Saúde dos EUA, enquanto uma francesa evoluiu com piora do quadro após quarentena em Paris. A OMS garante que o risco à saúde pública global permanece baixo.
Diagnósticos e ações do governo espanhol
O Ministério da Saúde espanhol disse ter adotado medidas para impedir a transmissão do hantavírus. A paciente francesa começou a se sentir mal durante o voo, não durante a estadia no navio. A OMS avaliou que não há necessidade de um comitê de emergência.
Sobre o caso americano, relatos indicam que Cabo Verde forneceu resultados conflitantes, levando as autoridades dos EUA a tratar o caso como positivo e realizar evacuação separada. Exames indicaram um resultado levemente positivo e outro negativo, segundo as autoridades espanholas.
Contexto do hantavírus e desdobramentos
Três passageiros a bordo, dois holandeses e uma alemã, morreram recentemente por hantavírus. A transmissão entre humanos é rara, mas identificada na cepa Andes, presente na América do Sul e sob suspeita no Hondius. A OMS mantém que o surto não representa ameaça pandêmica.
No domingo, 94 dos cerca de 150 ocupantes do Hondius foram repatriados. O reabastecimento do navio e a retirada remanescente devem ocorrer nesta segunda-feira. Os últimos 22 ocupantes deverão viajar aos Países Baixos, com medidas rigorosas de quarentena.
Conclusão operacional e situações atuais
A OMS, com Tedros Ghebreyesus presente em Tenerife, reiterou que o risco permanece baixo. Os passageiros continuam majoritariamente assintomáticos e classificados como contatos de alto risco, devendo cumprir quarentena ao chegar aos seus destinos. Não houve indicação de vacina ou tratamento específico.
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