- Uma única infusão de células imunes modificadas suprimindo o HIV foi capaz de reduzir a carga viral a níveis indetectáveis em duas pessoas, com uma delas mantendo o controle por quase dois anos.
- O estudo, de pequeno porte, será apresentado na semana nos Estados Unidos; os dados foram divulgados antecipadamente ao The New York Times.
- As células foram retiradas, modificadas para reconhecer o HIV e mortais, e reinjetadas; as voluntárias interromperam o uso de antirretrovirais na data da infusão.
- Três participantes mostraram algum nível de controle após a infusão, incluindo remissão de quarenta e oito e noventa e duas semanas, respectivamente; outros não apresentaram resposta duradoura.
- Especialistas destacam que é uma prova de conceito promissora, com a pesquisa ainda em fase inicial e adequada a escalabilidade e a aplicação em um número maior de pessoas no futuro.
O estudo preliminar avaliou uma terapia com células imunes modificadas para reconhecer o HIV. Em uma infusão única, duas pessoas alcançaram supressão viral indetectável, sendo uma por quase dois anos. A apresentação ocorre nos EUA, nesta semana, em Boston.
As células, extraídas de cada participante, foram geneticamente editadas para atacar o HIV e depois reinjetadas. Os voluntários interromperam a Terapia Antirretroviral no dia da infusão. Três mostraram algum controle do vírus a curto ou longo prazo.
O ensaio, conduzido pela Caring Cross, envolve pesquisadores e especialistas em imunoterapia. Os resultados destacam potencial da abordagem, embora o tamanho do grupo ainda seja muito pequeno para confirmação.
Sobre o estudo e método
A estratégia usa células imunes com duas moléculas na superfície que reconhecem o HIV e atacam células infectadas, com uma delas protegendo as próprias células do vírus.
Resultados iniciais e participantes
Três participantes iniciaram com controle parcial ou completo do vírus, em prazos de 12 a 92 semanas. Outros dois não responderam e retornaram à terapia antirretroviral. Um sétimo mostrou sinais de controle em 7 semanas.
Futuro e perspectivas
Os pesquisadores ressaltam que o estudo oferece “prova de conceito” para futuras pesquisas. A Caring Cross planeja estudo maior ainda neste ano e busca caminhos para produção mais acessível, com foco em escalabilidade.
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