- O Desi mapeou mais de 47 milhões de galáxias e quasares e 20 milhões de estrelas, gerando uma imagem sem precedentes do céu.
- A montagem cobre 11 bilhões de anos-luz, registrando galáxias em estágios bem próximos à origem do Universo.
- Em cinco anos de trabalho, o instrumento mediu o espectro de galáxias para estimar a expansão do cosmos a partir do caminho a que a luz viaja até a Terra.
- As novas pistas sugerem que a energia escura evolui e pode enfraquecer, o que pode alterar o modelo atual da cosmologia.
- Os pesquisadores planejam ampliar o mapa em vinte por cento, para 17 mil degraus quadrados, incluindo regiões próximas à Via Láctea e galáxias anãs.
O Instrumento Espectroscópico de Energia Escura (Desi) mapeou o Universo com 5.000 olhos de fibra óptica, gerando o maior mapa já feito. A imagem reúne mais de 47 milhões de galáxias, quasares e estrelas, algo que supera em muito medições anteriores.
Instalado no Telescópio Mayall, no Observatório Nacional de Kitt Peak, no Arizona, o Desi abrangeu um terço do céu em cinco anos. O conjunto de dados permite medir o espectro das galáxias para estimar a expansão cósmica desde o brilho da luz até a Terra.
A imagem alcança uma distância de 11 bilhões de anos-luz, ou seja, registra galáxias em estágios próximos à origem do Universo, estimada em 13,7 bilhões de anos. O mapa amplia a compreensão sobre a formação de galáxias e a distribuição de matéria.
Desvendando a energia escura
As novas observações indicam que a energia escura pode não ser estável. Estudos do Desi já sugeriam, em 2025, um enfraquecimento do efeito antigravitacional que acelera a expansão do cosmos.
Esses indícios apontam para uma possível evolução da energia escura ao longo do tempo. Caso confirmados, poderiam exigir mudanças no modelo cosmológico que explica o equilíbrio entre energia e matéria no Universo.
Novos rumos do mapa
A próxima etapa prevê ampliar o mapa em 20%, alcançando 17 mil graus quadrados. O objetivo é abranger regiões próximas à Via Láctea e áreas onde a luz das estrelas dificulta observar objetos distantes.
A expansão também permitirá estudar galáxias anãs e correntes estelares, reforçando a compreensão da matéria escura, cuja natureza permanece invisível apesar de representar a maior parte da massa cósmica.
Perspectivas e parceiros
O Desi mantém o foco na compreensão da matéria escura e da energia escura por meio de observações de larga escala. A equipe ressalta a importância de dados novos para validar modelos cosmológicos.
O diretor do Desi, Michael Levi, afirma que a expansão do mapa pode trazer descobertas emocionantes, sem prever resultados específicos. O projeto continua sob supervisão de institutos parceiros.
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