- A Organização Mundial da Saúde confirmou sete casos de hantavírus entre passageiros do navio Hondius, incluindo o diagnóstico positivo de uma cidadã francesa repatriada recentemente.
- Ainda há investigação sobre um possível caso adicional envolvendo um cidadão americano evacuado perto do porto de Granadilla, Tenerife; o resultado atual é classificado como “positivo fraco” e inconclusivo.
- O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, lamentou a morte de um agente da Guarda Civil espanhola durante as operações em Tenerife e agradeceu às autoridades locais.
- A sequência genética do hantavírus andino, isolada do paciente que faleceu em Zurique, apresenta 99% de similaridade com um caso argentino de 2018 e já está disponível em plataformas científicas; o estudo contou com várias instituições suíças e universitárias.
- No Brasil, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o hantavírus é conhecido no país, com entre 38 e 45 casos por ano, destacando que a cepa andina nunca circulou no Brasil; a OMS não vê risco de pandemia associado a este surto.
A OMS confirmou nesta segunda-feira sete casos de infecção por hantavírus entre passageiros do navio Hondius, após o diagnóstico positivo de uma cidadã francesa repatriada recentemente.
Autoridades sanitárias buscam esclarecer a possível ocorrência de mais um caso, envolvendo um cidadão americano evacuado do navio próximo ao porto de Granadilla, em Tenerife.
O exame do possível caso adicional permanece classificado como positivo fraco, com resultado ainda inconclusivo.
Durante as operações de evacuação, a OMS também registrou a morte de um agente da Guarda Civil espanhola, ocorrida em Tenerife, em meio aos esforços de resposta.
Tedros Adhanom Ghebreyesus manifestou solidariedade à família e aos profissionais envolvidos, destacando o esforço conjunto de autoridades espanholas e da população local.
Sequência genética do hantavírus andino
Pesquisadores, em Zurique, publicaram a sequência genética do hantavírus andino isolado do paciente morto na Suíça.
A análise mostra 99% de similaridade com uma sequência identificada na Argentina em 2018, sem sinais de mutações relevantes.
A informação já está disponível no GenBank e na plataforma Virological.org, com participação do Centro Nacional Suíço para Infecções Virais Emergentes, dos Hospitais Universitários de Genebra e do Instituto de Virologia Médica da Universidade de Zurique.
Especialistas ressaltam que o vírus mantém a estrutura genética observara nos últimos anos, sem indicação de evolução significativa.
Brasil e situação regional
O ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, afirmou que o hantavírus é conhecido e não representa novidade para o país.
Segundo ele, o Brasil registra entre 38 e 45 casos anuais, e os casos recentes não guardam relação com a cepa andina, associada a transmissão entre humanos.
Padilha destacou que a doença ocorre pela inalação de partículas de roedores, rechaçando qualquer ideia de circulação da cepa andina no Brasil.
O ministro ressaltou que o Brasil possui infraestrutura para identificar e genotipar vírus, e que a OMS não classifica o surto em cruzeiro como risco de pandemia.
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