- O governo espanhol busca concluir nesta segunda‑feira (11) a retirada de passageiros e da tripulação do cruzeiro MV Hondius, com retorno aos Países Baixos por volta das 20h locais.
- A operação no porto de Tenerife envolve cerca de 350 agentes; no domingo foram retirados 94 ocupantes de um total de aproximadamente 150.
- Alguns neerlandeses e australianos ainda permanecem a bordo ou em trânsito, com voos de repatriação organizados a partir do aeroporto de Tenerife.
- Após a retirada, parte da tripulação seguirá com o navio até os Países Baixos; os dois últimos voos de repatriação estão previstos para a tarde desta segunda, para Países Baixos e Austrália.
- A Organização Mundial da Saúde informa que o risco para a população local é baixo; há casos de hantavírus entre repatriados, com medidas de isolamento recomendadas e vigilância de 42 dias para contatos.
O governo espanhol planeja concluir nesta segunda-feira a retirada de passageiros e tripulantes do cruzeiro MV Hondius. A operação ocorre no porto de Tenerife, nas Ilhas Canárias, onde a embarcação aguarda reabastecimento antes de seguir para os Países Baixos por volta das 20h locais (15h em Brasília). O objetivo é retomar a rota rapidamente, mantendo a coordenação com autoridades locais e internacionais.
Pelo menos 94 ocupantes foram retirados no domingo, entre cerca de 150 presentes a bordo. Os passageiros repatriados seguem para seus países de origem em voos organizados a partir do aeroporto de Tenerife. A diretora da Proteção Civil, Virgina Barcones, estima que a operação dure entre quatro e cinco horas.
O ministro da Política Territorial da Espanha, Ángel Víctor Torres, afirmou que o reabastecimento de combustível era previsto para a manhã desta segunda-feira e que o grupo restante poderá deixar o arquipélago assim que possível. Equipes de segurança monitoraram a retirada, com a imprensa mantida a distância por cerca de 350 agentes da Guarda Civil e da polícia espanhola.
Retirada de passageiros
Após a retirada, apenas parte da tripulação seguirá a viagem aos Países Baixos, onde o navio está registrado. Os dois últimos voos de repatriação estão programados para a tarde desta segunda, com destinos aos Países Baixos e à Austrália, segundo o Ministério da Saúde da Espanha.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, acompanhou o desembarque em território espanhol e destacou que o risco para a população local é baixo, dados os mecanismos de contenção adotados. O surto teve início após a partida do navio de Ushuaia, na Argentina, no início de abril, com um passageiro neerlandês que morreu a bordo.
Desdobramentos internacionais
Uma passageira francesa repatriada testou positivo para hantavírus em Paris. O primeiro-ministro francês convocou reunião para monitorar a evolução da situação; quatro dos cinco franceses repatriados no domingo testaram negativo, e cinco permanecem isolados no hospital Bichat, em Paris.
O Ministério da Saúde da França informou que dois voos com franceses repatriados estão em isolamento. Um caso de saúde de uma mulher, que apresentou piora durante a noite, foi confirmado com positivo nos testes. Autoridades decretaram isolamento mínimo de 15 dias para os casos de contato.
A Austrália declarou que isolará por pelo menos três semanas seis passageiros do Hondius ao chegarem ao país. Eles voarão das Ilhas Canárias para uma base na região de Bullsbrook, próxima a Perth, com duração mínima de 21 dias de quarentena. O procedimento pós-período ainda não foi definido.
Contexto e medidas
O hantavírus envolve a cepa Andes, com transmissão entre humanos considerada rara. O período de incubação pode chegar a seis semanas, exigindo distanciamento, identificação de doentes e rastreamento de contatos. A OMS recomenda 42 dias de isolamento para contatos próximos.
Entre os passageiros já evacuados, alguns permanecem em isolamento em diferentes países, com monitoramento de autoridades de saúde. O surto ganhou notoriedade após o acompanhamento de casos na França, EUA e Austrália, com destaque para a necessidade de vigilância contínua.
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