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Tecnologia de lasers em missões rastreia queda de neve no oeste dos EUA

Dados de missões com Lidar apontam neve da região oeste dos EUA em níveis recorde baixos, elevando riscos de escassez hídrica e incêndios no verão

A Lidar scan of snow on a mountain.
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  • Missões com Lidar mostram que a snowpack no oeste dos EUA está no menor nível já registrado; na Califórnia, a neve ficava em apenas 18% da média em 1º de abril.
  • A tecnologia usa pulses de laser para criar um mapa 3D da profundidade da neve, com precisão de cerca de 3 cm, ajudando a estimar a água armazenada na neve.
  • O panorama de seca é cada vez mais grave: mais de 60% dos 48 estados estão em seca, o que aponta para uma temporada de primavera sem muita água.
  • O derretimento precoce, típico deste ano, adianta o escoamento da água e pode aumentar o risco de incêndios, além de não recarregar grandes reservatórios do Rio Colorado.
  • Especialistas dizem que este ano é um presságio de décadas futuras, em que esse tipo de seca pode se tornar comum.

A tecnologia de varredura com laser está revelando uma realidade pouco perceptível aos olhos: a neve da região oeste dos EUA está em nível crítico. Em voos sobre as montanhas da Sierra Nevada, sensores embarcados mapeiam a espessura da neve com precisão de centímetros, independentemente da aparência branca das paisagens.

A missão é liderada por Tom Painter, CEO da Airborne Observatories, que desenvolveu a técnica com apoio da Nasa. O avião utiliza Lidar, enviando cerca de 800 mil pulsos de laser por segundo para gerar um mapa 3D da neve, permitindo estimar também a água armazenada no manto nevoso.

No oeste americano, as autoridades de manejo de água dependem desses dados para planejar a disponibilidade que alcançará torneiras e áreas agrícolas. Este ano, os números indicam uma situação sem precedentes, conforme mostra o monitor de seca e análises de institutos climáticos.

Dados de alerta

O Monitor de Seca dos EUA aponta mais de 60% do território continental sob seca, a mais ampla Spring dry em registros desde 2000. A região enfrenta uma seca associada à ausência de neve, agravando a água disponível para uso público e irrigação.

Nevada e Califórnia entre as mais afetadas: em 1º de abril, a neve estadual na Califórnia representava apenas 18% da média histórica, indicador que tem se mantido baixo desde então. A falta de neve reduz o potencial de recarga de reservatórios.

Tom Albright, climatologista adjunto de Reno, aponta que o derretimento ocorre mais cedo que o normal, com o escoamento de primavera duas meses adiantado. Isso eleva o risco de incêndios e compromete grandes reservatórios do Rio Colorado, já críticos.

O alerta se baseia em tendências climáticas associadas ao aquecimento global, que alteram o comportamento histórico da neve nas montanhas. Especialistas destacam que este ano, embora extremo, pode tornar-se mais comum nos próximos decênios.

O que se observa é uma mudança no padrão de abastecimento hídrico. A equipe envolvida ressalta que futuros verões podem exigir ajustes de manejo e planejamento de água, com impactos para usuários residenciais, agrícolas e industriais.

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